Abdib aposta em crescimento e descarta temor com eleição

Nem incertezas decorrentes da sucessão presidencial de 2006 nem uma possível desaceleração da economia mundial no próximo ano preocupam o presidente da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy. As perspectivas para a economia brasileira, segundo ele, dependem essencialmente da redução da taxa de juro real. "Com crédito mais barato e abundante, desde que não inflacionário, o Brasil vai explodir", disse.Além do juro básico, Godoy voltou a criticar a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) da semana passada de manter a TJLP em 9,75% ao ano. "Fiquei frustrado", disse, ao lembrar que esperava um corte de até 1,5ponto porcentual. "O CMN deveria, ao menos, ter dado uma sinalização de queda", acrescentou Godoy.A crise política não assusta mais os empresários, porque a tensão já teria atingido o pico da maturidade. Indagado se as incertezas associadas à sucessão do presidente Lula podem afetar investimentos, Godoy descartou que o estresse de 2002 venha a se repetir em 2006. "O temor sobre a troca de comando já aconteceu no passado. O grande benefício disso foi o amadurecimento da própria percepção das pessoas", afirmou."Se o empresário ficar pensando quem vai ser o presidente da República para tomar uma atitude, não faz investimento", disse o presidente da Abdib, insistindo que o importante de fato é a continuidade das reformas estruturais, independentemente de quem será o presidente da República.

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