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Abdib: deficiência em infra-estrutura ameaça expansão

A Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib) acredita que a análise dos dados do Produto Interno Bruto (PIB), divulgados hoje, sugere que é preciso criar as condições de crescimento para os anos seguintes, o que implica ampliar e modernizar a infra-estrutura. "Acredito que as deficiências que temos na infra-estrutura são a maior ameaça ao crescimento daqui para frente", disse Paulo Godoy, presidente da Abdib, em comunicado.Para a Abdib, a expansão da demanda vem ocorrendo numa velocidade e a da oferta, em outra, mais lenta. "Temos de ter o mesmo ritmo tanto na oferta quanto na demanda, caso contrário, surgirão mais gargalos", afirmou Godoy. A entidade aproveitou a divulgação do PIB para defender que o Banco Central mantenha a flexibilização da política monetária, com a redução dos juros, "contribuindo para a expansão do crédito e do consumo." A Abdid destacou, ainda, que em paralelo à redução dos juros é fundamental expandir a capacidade de oferta. "Os produtos e serviços relacionados ao setor de infra-estrutura, como consumo de eletricidade, viagens aéreas e transporte de cargas, entre outros, são bastante elásticos a qualquer movimento de ampliação da demanda", afirmou a Abdib.Fecomercio-SPO assessor econômico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), Fabio Pina, destacou o crescimento 17,7% na taxa de investimentos apurada no segundo trimestre de 2007 como o dado mais positivo divulgado hoje pelo IBGE. "Dessa vez, estamos preparando uma base produtiva maior. É importante lembrar que se apenas o consumo cresce, teremos problemas com inflação ou déficit na balança comercial, com o aumento das importações. Ou até mesmo ambos", disse.Na avaliação dele, uma alta de 4,5% no PIB em 2007 já pode ser considerada como o piso das expectativas em relação ao crescimento econômico, que, segundo ele, deve chegar a 5% neste ano. Apesar das recentes turbulências, Pina acredita que o Brasil esteja em melhores condições de enfrentar crises internacionais e considera que os analistas que reduziram suas expectativas em relação ao PIB são pessimistas. "Claro que toda crise influencia, mas hoje temos um bom nível de reservas, contas ajustadas e um risco baixo. Além disso, é cedo para avaliar o impacto das turbulências."

ANNE WARTH E PAULA PULITI, Agencia Estado

12 de setembro de 2007 | 18h23

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