Abdib ressalta que corte de juros poderia ser maior

O presidente da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústria de Base (Abdib), José Augusto Marques, considera a queda de 1,5 ponto na Selic um sinal positivo para as expectativas futuras do mercado sobre o País, mas admite que a taxa poderia ter recuado mais. ?Se o Copom tivesse levado em conta os índices de deflação, desemprego e recuo da atividade industrial, poderia ter sido mais ousado e cortado a Selic em 3 pontos?, afirmou o executivo. Para ele, qualquer reflexo na economia não será sentido antes de 120 dias a 180 dias. O empresário preferiu, no entanto, adotar um tom mais cauteloso antes de criticar o corte de 1,5 ponto. ?Poderíamos até dizer que foi conservadorismo do Banco Central, mas primeiro precisamos ver a ata da reunião do Copom. Nem tudo é o que a gente vê. O governo pode ter informações das quais não dispomos?, afirmou Marques. A indústria de infra-estrutura é a menina dos olhos do governo Lula para estimular o crescimento econômico. Segundo estimativas da Abdib, a infra-estrutura brasileira necessita de US$ 20 bilhões ao ano, durante no mínimo cinco anos, para acompanhar as necessidades do Brasil. ?Mas os juros altos sempre foram um inibidor de investimento?, afirmou Marques. O empresário ressaltou, no entanto, que será necessário mais do que uma significativa redução do custo do dinheiro ? e a manutenção desse custo em patamares baixos ? para impulsionar o crescimento econômico do Brasil. ?Vamos precisar buscar e atrair um grande volume de recursos adicionais para aplicá-los na economia, sobretudo na infra-estrutura?, explica. A Abdib já propôs ao governo federal a criação de um fundo para financiar a infra-estrutura securitizado com os próprios ativos resultantes dos investimentos.

Agencia Estado,

23 Julho 2003 | 16h32

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