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Abecip: é cedo para falar em troca da renda fixa pela poupança

Migração poderia comprometer mercado imobiliário e afetar investimentos no setor industrial

Chiara Quintão, da Agência Estado,

10 de agosto de 2009 | 11h22

Não se pode afirmar que está havendo migração das aplicações de renda fixa para a caderneta de poupança, principal fonte de recursos para o financiamento imobiliário, disse nesta segunda-feira, 10, o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz Antonio França. Segundo ele, até julho, enquanto o saldo de poupança cresceu 7,4%, os fundos aumentaram 15,5%, os CDBs tiveram expansão de 4% e os depósitos à vista caíram 13,1%.

 

Em julho, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) respondia por 11% do total das captações, enquanto os fundos detinham a parcela de 57%, os CDBs 24%, depósitos à vista 5%, e poupança rural 3%. Para efeito de comparação, o representante da Abecip citou que, em dezembro de 2007, a participação do SBPE era a mesma registrada atualmente e, em dezembro de 2000, era de 18%.

 

"Se houver algum risco de migração importante para a poupança, o governo vai tomar alguma medida para evitar que isso ocorra. É que se o fluxo de poupança crescer muito, não vamos ter imóveis para o nível de financiamento exigido (65% dos depósitos em poupança) e os recursos vão sair de investimentos que estavam financiando outras indústrias. Esse desbalanceamento pode acarretar um problema de liquidez", disse França. Segundo ele, caso haja o tal desbalanceamento, será necessário que o governo tome medidas para resolver a situação, o que a Abecip apoiaria. "Mas não é o que estamos vendo hoje."

 

França informou ainda que a inadimplência do SBPE medida pelo porcentual de mutuários com mais de três prestações em atraso nos contratos firmados após 1998 era de 2,96% em junho, ante 3,07% em 2008 e 12,02% em 2000. Considerando somente os contratos com alienação fiduciária, a taxa cai para 1,19% em junho deste ano.

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