Abef revisa para baixo total de exportações de frango

A Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef) revisou para baixo a expectativa de crescimento das exportações em 2009. A entidade esperava um crescimento de 5% nos volumes embarcados neste ano, mas diante do resultado negativo apresentado em agosto, a projeção foi revisada. Segundo o presidente da Abef, Francisco Turra, a entidade estima um aumento das exportações entre 2% e, no máximo, 4% neste ano sobre as 3,6 milhões de toneladas exportadas em 2008, que representaram uma expansão de 11% sobre 2007.

ALEXANDRE INACIO, Agencia Estado

14 de setembro de 2009 | 16h52

Dados divulgados hoje pela Abef indicam que os embarques totais de carne de frango do mês de agosto somaram 301 mil toneladas. O volume representa uma retração de 6,6% em comparação a agosto do ano passado e uma queda de 5% sobre o desempenho registrado em julho de 2009. No acumulado do ano, as exportações somam 2,4 milhões de toneladas, em redução de 3,1% na comparação com o mesmo período de 2008.

Em receita, as exportações do mês passado renderam ao Brasil US$ 522 milhões, resultado que representa uma queda de 24% em relação ao mesmo mês no ano anterior e redução de 0,6% em relação a julho de 2009. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a receita com as exportações de carne de frango soma US$ 3,7 bilhões, queda de 21% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Segundo Turra, um dos principais motivos para a queda das exportações brasileiras, tanto em receita quanto em volume, se deve à dificuldade de formação de preços diante das oscilações do câmbio. "As empresas estão enfrentando algumas dificuldades em atender os mercados, pois não conseguem formar preços razoáveis", disse Turra. Em 2009, o dólar já caiu mais de 22% em relação ao real, o que reduz fortemente a competitividade do produto brasileiro, ainda mais diante da queda dos preços da carne de frango no mercado internacional.

O Oriente Médio segue como o principal destino do frango brasileiro e mostra que as preocupações com possíveis restrições ao produto nacional, de fato, não se concretizaram. O mercado especulou que a Arábia Saudita abriria um processo de dumping contra o Brasil, o que não aconteceu. Para a União Europeia, as exportações do mês passado foram de 49 mil toneladas, incremento de 24,5% em relação ao mês anterior. A receita somou US$ 129 milhões, com aumento de 34,5% em relação a julho. Entre janeiro e agosto os embarques somaram 343 mil toneladas, 5,7% a menos que no mesmo período de 2008 e a receita cambial foi de US$ 790 milhões, com queda de 20,3%.

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