Abegás: consumo não-térmico de gás cresce em novembro

Recuperação das indústrias é um dos fatores que explica o ligeiro crescimento deste mercado

Wellington Bahnemann, da Agência Estado,

28 de dezembro de 2009 | 14h59

Refletindo o impacto negativo da crise econômica global em 2008, o consumo de gás natural no mercado não térmico (indústrias, residências, comércio, automotivo, entre outros) registrou crescimento em novembro de 2009 ante igual mês do ano passado, a primeira vez nos últimos 12 meses. Nesse período, as distribuidoras estaduais registraram ligeira expansão de 1,9%, de 35,156 milhões de metros cúbicos por dia para 35,826 milhões m³/dia, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). O mercado total (inclui as térmicas), porém, recuou novamente, desta vez 19,51%, de 47,054 milhões m3/dia para 37,870 milhões.

 

A recuperação das indústrias é um dos fatores que explica o ligeiro crescimento do mercado não-térmico. No período, o consumo industrial cresceu 2,72%, de 24,182 milhões de metros cúbicos por dia para 24,840 milhões m³/dia, refletindo a melhora da atividade econômica no País e a contratação de gás a preços mais baixos nos leilões de curto prazo da Petrobras. Além disso, a demanda do insumo no segmento de cogeração (que inclui algumas indústrias) aumentou 20,42% entre novembro de 2008 e igual mês de 2009, de 2,544 milhões m³/dia para 3,064 milhões de m³/d.

 

Os segmentos de pequenos volumes também cresceram no período. O consumo residencial registrou ligeira expansão de 2,7%, de 721,77 mil m³/dia para 741,30 mil m³/dia. Já as vendas para a classe comercial aumentaram 8,6%, de 576,39 mil m³/dia para 625,97 mil m³/dia. Porém, a demanda por gás natural veicular (GNV) caiu 7,63%, de 6,359 milhões m³/dia para 5,874 milhões m³/dia, em razão da menor competitividade do gás em relação ao etanol.

 

A queda no mercado total está relacionada ao menor consumo de gás natural pelas térmicas. Em novembro de 2009 em relação a igual intervalo de 2008, a queda foi de 82,8%, de 11,897 milhões de m³/dia para 2,043 milhões de m³/dia. Essa queda decorre do menor uso do gás para geração de energia elétrica, uma vez que as fortes chuvas registradas este ano elevaram o nível dos reservatórios das hidrelétricas e permitiram o uso mais intenso desta fonte.

 

No ranking das concessionárias, a Comgás (SP) segue na liderança, com um consumo total de 12,590 milhões de m³/dia. Em segundo lugar vem a CEG (RJ), com 6,124 milhões de m³/dia, seguida pela Bahiagás, com 3,807 milhões de m³/dia, pela CEG-Rio, com 2,516 milhões de m³/dia, pela BR (ES), com 1,683 milhão de m³/dia, e pela SCGás (SC), com 1,650 milhão de m³/dia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.