Abeiva aponta queda de 58,98% na venda de importados

As empresas filiadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) fecharam o primeiro semestre do ano com a comercialização de 2.135 unidades, número 58,98% inferior ao de igual período de 2002, quando foram registrados 5.205 veículos vendidos. No mês de junho, foram vendidas 219 unidades, queda de 15,77% em relação ao mês de maio. Se comparado a junho de 2002, no mês passado o setor amargou queda de 78,78%. Em comunicado, o vice-presidente da Abeiva, José Luiz Gandini, afirma que, além da retração do mercado interno, a alíquota de importação de 35% prejudica ainda mais as vendas dos veículos importados. Segundo ele, as conseqüências da variação cambial do ano passado estendem-se até o primeiro trimestre deste ano. Alternativa e perspectiva Segundo Gandini, para evitar o "colapso" do setor, a Abeiva tem buscado negociar alternativas com o governo. A entidade quer incluir os importados em programas de incentivos adotados para as montadoras nacionais, como redução de IPI e isenção de IPVA no primeiro ano. Representantes da Abeiva já se reuniram com o ministro do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan para discutir saídas. Gandini acredita, porém, na retomada das vendas no segundo semestre de 2003. Segundo ele, com o dólar a R$ 2,85, as empresas voltaram a confirmar suas encomendas às matrizes. Até junho, o estoque de importados era vendido a preços cotados com dólar na média de R$ 3,50. No segundo semestre, de acordo com o dirigente da Abeiva, os consumidores receberão a linha 2004 com o "novo dólar".

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