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E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Aberj prevê aumento do volume de empréstimo

A decisão do governo de permitir que os bancos façam empréstimos bancários com a possibilidade de descontar nos salários dos empregados deverá ampliar consideravelmente o volume de empréstimos na economia. Segundo o presidente da Associação de Bancos do Rio de Janeiro (Aberj) e diretor do Banco BCN, Tácito Naves Sanglard, a "incerteza jurídica" é um dos principais entraves ao mercado de crédito no Brasil e a medida anunciada hoje pelo governo equaciona essa questão. "Se os riscos são menores, já que haverá descontos na folha de pagamentos, os bancos terão mais segurança para emprestar e poderão cobrar juros menores", disse Sanglard, em entrevista ao grupo Estado. O presidente da Aberj acredita que pelo menos um terço dos custos totais dos empréstimos no Brasil resulta da inadimplência. "O sistema jurídico brasileiro é muito desfavorável aos bancos", afirmou.O próximo passo, segundo ele, é a mudança na Lei de Falências, que dará mais agilidade na recuperação de créditos ruins concedidos às empresas. Sanglard disse que os bancos estavam esperando que essa lei fosse aprovada antes das reformas, mas acha que os banqueiros "entendem" o atraso na sua tramitação no Congresso Nacional, devido às reformas da Previdência e tributária. As duas medidas, aliadas à redução dos juros e uma possível queda do depósito compulsório ? parcela de recursos que os bancos devem recolher ao Banco Central ? sobre os depósitos à vista deve contribuir para o crescimento econômico em 2004. "Todo o discurso do governo agora é centrado no desenvolvimento. A meta é esquecer o passado e criar uma situação que permita o crescimento", complementou.

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