Abertura da economia chega a 30% do PIB até fim de 2006, diz Furlan

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse nesta sexta-feira que a meta é ampliar para 30% do PIB o grau de abertura da economia brasileira até o fim do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Furlan, a soma das importações e exportações, que define o grau de abertura, foi na média de 13% durante os anos 1990. De 2003 a meados de 2005, no governo Lula, esse número chegou a 26%. "Com o contínuo aumento do comércio exterior, vamos chegar aos 30%", disse o ministro, que falou hoje no Congresso de Tecnologia Bancária, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).De acordo com o ministro, o aumento do grau de abertura significa que o País está se expondo cada vez mais à competitividade mundial e que vem ampliando sua capacidade de fazer frente aos compromissos internacionais, diminuindo o risco Brasil.Furlan afirmou que nos próximos quatro anos, o sistema logístico do País terá de responder por uma demanda extra de 250 milhões de toneladas de commodities para exportação, o que exige a adaptação de portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e armazéns ao aumento da demanda. "Isso não é apenas trabalho de governo. Há inúmeras oportunidades para o setor privado investir em logística", afirmou.O ministro observou que a exportação de uma série de produtos tem condições de dobrar nos próximos anos, sobretudo com a inclusão de mercados e produtos não-tradicionais na pauta das vendas externas.

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