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Abertura da indústria a produtos europeus será gradual, afirma ministro

Tachada no passado como principal foco de resistência ao acordo por temer a concorrência europeia, a indústria brasileira agora vê ganhos na conclusão da atual rodada de negociações

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2017 | 23h08

BRASÍLIA – A abertura do mercado sul-americano para industrializados europeus deverá ocorrer de forma “gradual e responsável”, disse o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira. “Entramos na etapa decisiva das negociações, e o Mercosul está preparado para buscar acordo equilibrado, que nos amplie oportunidades.”

Tachada no passado como principal foco de resistência ao acordo por temer a concorrência europeia, a indústria brasileira agora vê ganhos na conclusão da atual rodada. “Em uma lista de 1.000 produtos em que o Brasil tem chance de competir na Europa, 67% enfrentam tarifas”, disse o gerente de Negociações Internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fabrizio Panzini.

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Os aviões da Embraer, por exemplo, precisam pagar tarifa de 3% para entrar na Europa. Os calçados são taxados com até 20% e os produtos químicos, com 3% a 8%. Um acordo ajudaria a reduzir essas tarifas e a dar melhores condições de competição aos produtos brasileiros.

Há ganhos também em outras frentes, como por exemplo o acordo de compras governamentais. Ele vai garantir que, numa lista de produtos comprados pelas administrações públicas europeias, os fornecedores brasileiros tenham as mesmas condições dos fabricantes locais. E vice-versa. Trata-se de um mercado de US$ 1,6 trilhão.

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Investimentos. O acordo contempla também regras para facilitar investimentos europeus no Mercosul e vice-versa. “O acordo traz oportunidade para aumentar o investimento europeu no Brasil e gera fluxo de comércio grande”, disse Panzini.

A proposta apresentada pela indústria do Mercosul prevê a redução gradual de tarifas de importação cobradas sobre quase 90% dos produtos. A queda ocorrerá ao longo de 10 a 15 anos, mas em alguns produtos a abertura ocorrerá mais rápido, num prazo de dois a oito anos. Na via oposta, o Mercosul quer que os europeus “zerem” de imediato tarifas de importação que se propuseram a eliminar em prazos como quatro e oito anos.

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