Abertura de capital de empresas de fora do eixo Rio-SP vira tendência na B3
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Abertura de capital de empresas de fora do eixo Rio-SP vira tendência na B3

Crescimento da listagem de companhias de fora dos dois maiores centros econômicos do País mostra que companhias de outras regiões também enxergam oportunidade de bons negócios com os IPOs

B3, Estadão Blue Studio
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24 de fevereiro de 2022 | 08h00

A B3, a bolsa do Brasil, tem percebido nos últimos anos um movimento de empresas de várias regiões do País em busca da abertura de capital. Se no passado o mais comum era empresas do eixo Rio-SP realizarem oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), o que se observa é uma nova tendência tomando conta dos negócios: Estados como MG, SC, BA, MA, RS, GO e DF estão marcando presença na B3.

Para se ter uma ideia, em 2017, dos dez IPOs registrados, apenas dois eram de empresas de fora de São Paulo e Rio de Janeiro, ou seja, cerca de 20% do total. Em 2020 o percentual saltou para quase 45% do total de IPOs registrados na B3 – foram 28 aberturas de capital, sendo 9 deles de outros Estados. Essa tendência se manteve em 2021, com 46 IPOs, sendo que 13 foram de fora do eixo Rio-SP – significa dizer que quase 30% do total foi de outros Estados.

Entre as empresas de outras regiões que abriram capital recentemente está o varejista nordestino Grupo Mateus, um dos maiores atacarejos do País. O Grupo Mateus, fundado em 1986 por Ilson Mateus, é a primeira empresa do Maranhão listada e a 14ª do Nordeste. ”A oferta traz mais representatividade geográfica à B3”, disse o CEO da B3, Gilson Finkelsztain, na cerimônia virtual de estreia da empresa na bolsa. A companhia estreou na B3 em outubro do ano passado e concluiu sua oferta inicial de ação com R$ 4,6 bilhões, com uma das maiores aberturas de capital do ano passado.

Com a oferta, e dinheiro no caixa, o objetivo é crescer mais. Do total da oferta, R$ 3 bilhões serão destinados para expansão orgânica. Ilson Mateus segue no controle, com cerca de 80% do capital. O Grupo Mateus é o quarto maior atacarejo do País, com 137 lojas no Maranhão, no Pará e no Piauí. O fundador da companhia construiu a rede, que hoje emprega mais de 20 mil pessoas, do zero, começando com uma pequena mercearia que anos depois, em 2009, iria faturar quase R$ 10 bilhões ao ano.

A catarinense Neogrid também estreou na B3 ano passado. A companhia captou R$ 486 milhões na oferta de ações, sendo que 70% vão para o caixa da empresa,

que pretende usar a maior parte dos recursos para crescer via aquisições. A Neogrid conta com uma base de cerca de 7 mil clientes pagantes no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa e no Japão.

”A empresa vem se armando há algum tempo para estar preparada quando a oportunidade surgisse e ir adiante. Ano passado vimos oportunidade do mercado, com muita gente entrando no mercado de capitais e vários estudos. Tínhamos um plano ousado de crescimento. Acabou criando oportunidade do mercado e casou com o próprio interesse da empresa”, explica Thiago Grechi, CFO e DRI. “O IPO dá uma visibilidade grande para a companhia; melhorou muito a credibilidade, o acesso a outros instrumentos financeiros, a possibilidade de planos para o futuro. É um pivô de transformação, evolução e elevação dentro da companhia”, complementa Thomas Black, head de RI.

A empresa tem sede em Joinville (SC) e conta com escritório em Porto Alegre, São Paulo, Estados Unidos e Amsterdã. ”Com a pandemia, tem gente trabalhando em quase todos os lugares”, diz Grechi. ”Já éramos uma empresa global. A maioria dos nossos clientes está fora de Joinville. O fato de estarmos aqui não impede a empresa de ser nacional, já que para a comunicação não há mais fronteiras, e a pandemia intensificou isso”, avalia Black ao destacar que a tendência de empresas fora do eixo Rio-SP na B3 veio para ficar.

 

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