Abertura de capital do Smiles pode movimentar R$ 1,1 bi

Chegada à Bovespa ocorre em momento de dificuldades para o setor aéreo e segue o exemplo do Multiplus, da TAM

O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2013 | 02h07

A oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do Smiles, programa de fidelidade da companhia aérea Gol, movimentou até R$ 1,132 bilhão, de acordo com informações enviadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A empresa obteve o preço de R$ 21,70 por ação, próximo ao piso da faixa indicativa, que variava de R$ 20,70 a R$ 25,80.

A captação na BM&FBovespa no mercado financeiro por meio do Smiles vem em um momento em que as aéreas buscam novas fontes de recursos em um cenário de forte crise na aviação. Somente no ano passado, a Gol teve prejuízo de R$ 1,5 bilhão. A expectativa de um bom interesse pelo IPO do Smiles animou as ações da Gol ontem: os papéis da companhia subiram 4,7%, fechando a R$ 13,81.

O movimento do Smiles acompanha a decisão da TAM, que abriu o capital de seu Multiplus no início de 2010, levantando R$ 724 milhões. O Multiplus continua listado na Bolsa paulista, apesar do fechamento do capital da TAM, consequência do processo de fusão com a chilena LAN.

Procura. Apesar do preço próximo ao piso, o interesse pelos papéis foi forte. Segundo as informações da companhia, foram vendidos todos os 52,173 milhões de papéis na oferta primária de 38,647 milhões de ações ordinária, o suplementar (15%, ou 5,795 milhões) e o adicional (20%, ou 7,729 milhões). Se o lote suplementar não for exercido em até 30 dias, conforme o previsto, o volume da oferta cairá para R$ 1,006 bilhão.

Segundo a Reuters, a participação do fundo de private equity General Atlantic no IPO ajudou a elevar o preço da ação do Smiles para R$ 21,70; sem o fundo, o valor ficaria no piso, a R$ 20,70.

O início das negociações no Novo Mercado da Bovespa está previsto para a próxima segunda-feira, sob o código "SMLE3". Os coordenadores da oferta são Credit Suisse (líder), Itaú BBA, Bradesco BBI, Morgan Stanley, Deutsche Bank, Santander e BB Investimentos. / AGÊNCIA ESTADO e REUTERS

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