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Abia aponta que real forte não prejudica exportação de alimentos

As exportações da indústria de alimentação não deverão cair por conta das recentes quedas do dólar, avaliou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), Edmundo Klotz. "A apreciação do real frente ao dólar diminui os lucros dos exportadores, mas tudo bem", disse, após participar do seminário "O Papel da Iniciativa Privada no Combate à Fome", em São Paulo. De acordo com o executivo, a recente valorização do real resultará em depuração dos exportadores. "A alta cambial garante mais lucro para quem já tem lucro e incentiva algumas empresas sem competitividade a exportar. Não queremos esse tipo de exportador, mas apenas os que têm consistência em vendas e obtenção de mercados", analisou. Klotz disse também que o movimento de recuo de preços verificado nos gêneros alimentícios, reduzindo assim a pressão inflacionária, é conseqüência da maior oferta de produtos gerada pelo início da safra agrícola. "É o mesmo movimento que acontece em qualquer lugar do mundo: os preços descem com a safra e sobem com a entressafra", afirmou. "Mas a tendência é de queda generalizada de preços", complementou. Essa queda também se dará, segundo Klotz, pela dificuldade que a indústria alimentícia tem enfrentado na negociação com as redes varejistas, que recusam reajustes de preços. Reflexo desse movimento também vai acontecer nas negociações entre as indústrias alimentícias e seus fornecedores de embalagem. "Os preços das embalagens vão ter que baixar, não tenho a menor dúvida", afirmou. O presidente da Abia manifestou ainda que o setor começa a apresentar crescimento de faturamento e volume, após ter registrado queda nos quatro primeiros meses do ano. "Vamos cumprir ou até ultrapassar nossa meta de crescimento de 4% a 5% no faturamento e volume em 2003", estimou.

Agencia Estado,

12 de maio de 2003 | 14h13

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