Abiclor apura demanda interna menor por cloro e soda

O consumo de cloro e soda apresentou retração nos cinco primeiros meses do ano, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 16, pela Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor). A demanda por cloro encolheu 1,2% entre janeiro e maio, na comparação com o mesmo período de 2012, e totalizou 528,511 mil toneladas. No caso da soda cáustica, o consumo aparente teve queda de 2,1% em igual base comparativa, para um total de 1,078 milhão de toneladas.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

16 de julho de 2013 | 17h17

A redução do ritmo de produção de setores consumidores, como siderurgia e alumínio, contribuiu para que as vendas dos dois insumos caíssem mais de 2% entre janeiro e maio. As vendas totais de cloro encolheram 2,1% e somaram 67,494 mil toneladas. O uso cativo, dos próprios produtores de cloro na elaboração de produtos como o dicloroetano (DCE), apresentou retração de 0,6%, para 460,321 mil toneladas. Com isso, o consumo setorial, somadas as vendas totais e o uso cativo, teve retração de 0,8%.

No segmento de soda, as vendas totais encolheram 2,5% e somaram 491,390 mil toneladas. As vendas domésticas caíram 2,3%, para 483,442 mil toneladas, enquanto as exportações encolheram 15,4%, para 7,948 mil toneladas. A retração da demanda também ocasionou uma queda de 3,8% das importações de soda, em um total de 504,939 mil toneladas.

Os indicadores de produção acompanharam a menor demanda interna. A produção de cloro oscilou negativamente em 1,2%, para 525,421 mil toneladas, enquanto no segmento de soda a retração foi de 0,8%, para 581,112 mil toneladas.

"Esse fraco desempenho se deve à concorrência com os produtos importados e ao fraco desempenho de setores consumidores, como siderurgia e alumínio, que também tiveram retração nos primeiros cinco meses de 2013", destacou em nota o diretor executivo da Abiclor, Martim Afonso Penna. A taxa de utilização ficou em 84,5% nos cinco primeiros meses do ano, abaixo do nível considerado regular do setor, de 87%.

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