Abimaq: América do Sul compensa exportações para EUA

O setor de máquinas e equipamentos está compensando a queda das exportações para os Estados Unidos com as vendas destinadas à América do Sul. De janeiro a novembro deste ano, as vendas para os Estados Unidos, principal mercado brasileiro, com um quarto do total, recuaram 10,1% devido à crise no mercado de hipotecas e à substituição por fornecedores chineses. Por sua vez, as exportações para os países da América do Sul registraram alta de 34,9%. O destaque na região foi a Argentina, com aumento de 49,6%."Perdemos 10% do nosso principal mercado, mas só com o acréscimo obtido com a Argentina já compensamos isso", afirmou hoje o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto.No campo das importações, os principais países de origem são Estados Unidos, que obtiveram alta de 22,2% de janeiro a novembro, Alemanha (+27,1%), Japão (+40,3%) e China (+116%). Este avanço das importações chinesas preocupa a Abimaq. "As máquinas que vêm de lá não trazem inovação tecnológica", destacou Aubert Neto. Segundo ele, a China deve ultrapassar o Japão neste ano e se tornar o terceiro maior país na lista das importações brasileiras do setor.A entidade está lançando o projeto "Abimaq 2022", que tem como objetivo fazer o País voltar a ocupar as primeiras colocações do ranking mundial do setor. Na década de 1980, o Brasil era o quinto maior do ramo de bens de capital e hoje ocupa a 14ª posição. A intenção é fazer com que o País ocupe o sétimo lugar até 2022.O projeto "Abimaq 2022" está baseado em quatro iniciativas: busca por inovação tecnológica; pleitear a desoneração total do setor de bens de capital; buscar linhas de financiamento mais competitivas e elevar a competitividade das exportações. Alguns profissionais foram contratados para tocar este plano da Abimaq. Entre eles, o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto (PMDB), que vai tratar da parte política.De janeiro a novembro deste ano, o faturamento do setor subiu 12,6%, totalizando R$ 55,9 bilhões e deve atingir, segundo a Abimaq, R$ 60 bilhões até o final deste ano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.