Abimaq: capacidade instalada é de 84,65% em novembro

O nível de capacidade instalada do setor de máquinas e equipamentos atingiu 84,65% em novembro, um aumento de 5,5% em relação ao ano passado. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, confirmou que o principal problema do setor, no entanto, é a falta de mão-de-obra especializada, como caldeireiro e torneiro. "A situação é crítica e as próprias indústrias estão treinando pessoal", afirmou ele.Apesar das fortes críticas à situação do câmbio, Aubert Neto considerou que o ano foi bom para o setor, puxado principalmente pelo segmento de petróleo, açúcar e álcool, siderurgia, mineração e papel celulose. "Estes setores estão investindo muito e demandando máquinas", comentou. Segundo ele, esses mesmos segmentos estimularão a indústria no ano que vem.Sobre o problema de falta de equipamentos nos ramos mais aquecidos, Aubert Neto ponderou que essa questão existe no mundo todo, apesar de admitir que há gargalos em alguns segmentos, como o de açúcar e álcool.CPMFO presidente da Abimaq disse ainda que a entidade pleiteou junto ao governo a desoneração total do setor e que as conversas estavam encaminhadas antes da derrota da votação da CPMF. "Nunca tinha visto o governo tão favorável, mas agora não sabemos o que vai acontecer (com o fim da CPMF)", afirmou ele. De acordo com ele, não houve mais conversas com o governo após a votação.Safady Simão acredita que o fim da cobrança da CPMF, a partir de janeiro de 2008, não afetará significativamente as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ele, cerca de R$ 500 bilhões, estimados como investimentos das obras do PAC, até 2010, apenas R$ 68 bilhões virão de recursos orçamentários da União. "Todo o restante será investimento das empresas privadas e estatais" disse Simão, acrescentando que se houver um corte orçamentário relativo aos investimentos de governo, ele será pouco expressivo no universo geral. Para Simão, a lógica do PAC é que a iniciativa privada invista e o governo estabeleça os marcos regulatórios necessários à atração de mais investimentos privados.

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