Abimaq espera um crescimento de até 10% em 2005

Depois de amargar três anos de desempenho negativo, as vendas de máquinas têxteis começaram a reagir no segundo semestre do ano passado. Para este ano, a estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) é de que o segmento registre um crescimento de 5% a 10% em 2005. "A forte demanda vem sendo mantida neste início de ano, com investimentos ocorrendo sobretudo nas áreas de índigo e malharia", disse o presidente da entidade, Newton de Mello. O segmento responde por 3% do faturamento do setor.Para a Abimaq, o segmento foi beneficiado internamente por um movimento de substituição de importações no ano passado e pelo desempenho positivo do setor têxtil, que teve um aumento de 26% nas vendas externas no ano passado. As fabricantes de maquinário têxtil operam, na média, com 83% da capacidade instalada.A retomada também teve impacto das vendas para a Argentina. No ano passado, a alta das exportações foi de 54,7% para US$ 27,688 milhões. Mas para os Estados Unidos, segundo colocado entre os principais importadores, houve queda de 45,5%. Para a Alemanha, seguinte na lista, o recuo foi de 20,9%.No total, as exportações de 2004 cresceram 1,7% sobre 2003. Já as importações tiveram forte incremento em 2004 (39,2% sobre 2003), apesar do início do processo de substituição, para US$ 297,74 milhões.As quatro maiores feiras da cadeia têxtil serão reunidas em um único evento na semana que vem, na Semana de Tecnologia, que acontece de 21 a 25 de fevereiro, em São Paulo.

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