Abimaq: há empresas que ganham 3 p.p. com desonerações

O presidente eleito da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza, afirmou nesta quarta-feira, 28, que a decisão do governo de tornar permanente a desoneração da folha de pagamento foi acertada. "Tem empresas que chegam a ganhar de 2 pontos porcentuais a até 3 pontos porcentuais no faturamento com a medida", disse.

CARLA ARAÚJO, Agencia Estado

28 de maio de 2014 | 16h25

Segundo Pastoriza, que toma posse na entidade em julho, e que esteve reunido por três vezes nas últimas semanas com a presidente Dilma Rousseff e outros empresários da indústria, finalmente o governo mostrou que está receptivo e "de fato preocupado a reagir e atender nossas demandas", disse.

O diretor de competitividade da Abimaq, Mario Bernardini, também exaltou a decisão de manutenção do benefício na folha de pagamento e disse que a medida torna a indústria mais competitiva tanto no mercado externo como interno. "Em média, no nosso setor 90% dos produtos, ou seja, 90% das empresas, estão desoneradas", diz.

Novos pleitos

Pastoriza afirmou que por meio da Abimaq, na reunião de ontem com Dilma, foram apresentados novos pleitos do setor. "Também pedimos que o PSI-Finame seja perenizado e que o programa Reintegre volte a existir." Segundo o dirigente, o governo se comprometeu que "em duas ou três semanas" daria respostas às demandas.

O presidente da Abimaq disse ainda que a sugeriu que o governo faça alterações no novo Refis, que está sendo debatido no Congresso essa semana. "Tentamos sensibilizar de que a previsão de pagamento de 10% de entrada para renegociar a dívida é algo muito alto. Propomos que essa entrada fosse reduzida para 5% no máximo e ainda sim parcelada em várias vezes."

Outro pedido feito pelo setor e que a presidente teria prometido estudar refere-se à necessidade de modernização do parque fabril brasileiro. "Essa foi a proposta que mais entusiasmou a presidente", disse. Segundo Pastoriza, a ideia é que o governo dê suporte para a renovação dos maquinários, garantindo, por exemplo, o descarte desse material velho.

De acordo com Pastoriza, o parque fabril brasileiro hoje é completamente defasado. "Nossas máquinas têm uma média de idade de 17 anos de uso. Na Alemanha, por exemplo, esse tempo de uso é de 4 anos", compara.

Segundo o executivo, já há reuniões agendadas com membros do governo na semana que vem para começar a desenhar um modelo de programa que permita essa modernização.

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