Abimaq pede a governo prorrogação da linha PSI-Finame

Apesar do resultado positivo no número de empregados na indústria de máquinas e equipamentos e da redução do déficit comercial do setor, a Associação Brasileira de Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) segue com reivindicações ao governo federal. Um dos pedidos é a prorrogação das condições atuais de financiamento da linha PSI-Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que terá as taxas reajustadas em 31 de dezembro. "O PSI já foi prorrogado por três vezes e temos confiança na quarta prorrogação", disse o vice-presidente da entidade, Carlos Pastoriza.

BEATRIZ BULLA, Agencia Estado

31 Outubro 2012 | 16h26

De acordo com o dirigente, o governo sempre responde com "perspectiva positiva" aos questionamentos sobre a prorrogação da validade da linha de financiamento para o setor de máquinas e equipamentos. "Até pela evolução do PIB (Produto Interno Bruto), não dá para ficar cortando incentivo ao investimento, pelo contrário", afirmou. Além da prorrogação, a associação pede que seja permanente a linha, que prevê taxa de juros de 2,5% ao ano para a compra de máquinas, equipamentos e veículos pesados.

A Abimaq solicita também que o governo amplie a fiscalização de importações fraudulentas, que, segundo a entidade, prejudicam o setor. "Estamos pressionando muito o governo para que tome medidas fortes nesse sentido. Queremos que ele passe um pente fino nas importações suspeitas."

Para Pastoriza, essas medidas ainda são pouco perto do efeito de uma mudança no câmbio. O patamar do dólar a R$ 2 não satisfaz a entidade, mas os números mostram que as exportações de máquinas e equipamentos cresceram em setembro para US$ 1,183 bilhão. O resultado representa alta de 5,6% sobre o mesmo mês do ano passado. "As exportações têm subido em função da pequena melhora no câmbio. Mas em uma situação interna difícil às vezes as empresas negociam pacotes para exportar, com menor margem de lucro, para manter a fábrica produzindo", afirmou. Com o aumento nas exportações, o déficit comercial do setor caiu 4,1% até setembro na comparação com os nove primeiros meses de 2011.

"Todas as medidas do governo resolvem apenas uma pequena fração do nosso problema de competitividade", declarou o vice-presidente da Abimaq, que, além do câmbio, citou o custo Brasil e a necessidade de o País passar por reformas de base - tributária, administrativa e política.

A expectativa para 2013, segundo Pastoriza, é de melhora da economia interna na comparação com 2012. "O ano de 2013 não é eleitoral, então os governos têm mais coragem para tomar medidas boas para o País, mas ruins para o voto. Além disso, há investimentos que vão ter que acontecer por ser o ano anterior à Copa do Mundo", disse o dirigente, acrescentando que o setor tem um "otimismo moderado" para o ano que vem.

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