Abimaq pede abertura imediata do mercado dos EUA

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Carlos Delben Leite, recebeu com ceticismo a manifestação do representante comercial dos Estados Unidos, Robert Zoellick, de que os norte-americanos estão dispostos a eliminar as tarifas de importação sobre produtos têxteis num prazo de cinco anos a partir da entrada em vigor do acordo de criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca)."Se existe efetivamente a intenção de se constituir uma integração mercadológica entre os países que formarão a Alca, eu acredito que os Estados Unidos poderiam, no caso dos têxteis, eliminar imediatamente as cotas que eles nos impõem hoje, porque não têm o que justifique o prazo de cinco para acabar com essas cotas", disse.Delben Leite disse que, embora os Estados Unidos possuam uma indústria têxtil forte, seu mercado conta com participação grande de fabricantes como China, Taiwan e Coréia. O presidente da Abimaq aproveitou para lançar um desafio a Zoellick. "Gostaria que o secretário Zoellick propusesse imediatamente uma abertura do mercado norte-americano agrícola, como também a total eliminação de todos os entraves para as exportações de produtos agrícolas brasileiros", disse.O empresário pediu ainda para que os EUA acabem com "os subsídios aos produtos agrícolas dos Estados Unidos que acabam por estabelecer um desequilíbrio competitivo em comparação aos nossos produtos". Para ele, "isso seria uma demonstração efetiva de boa vontade para a concretização da Alca".A Abimaq entende que será necessário um prazo de 10 a 15 anos para que todos os 26 segmentos abrangidos pelo setor de máquinas e equipamentos industriais do Brasil tenham condições de se ajustar para ingressar na Alca em condições competitivas. "Somos um setor sensível e podemos sofrer uma imensa quantidade de falências se a Alca não for bem negociada", afirmou.

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