Abimaq pede intervenção no câmbio

O presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, pediu medidas do governo de intervenção no câmbio enquanto outros dirigentes industriais saíram de reunião do Fórum Nacional da Indústria reivindicando queda de juros para financiamento de investimentos, redução do custo da energia elétrica e incentivos tributários para exportação.

WLADIMIR D'ANDRADE E BIANCA RIBEIRO, Agencia Estado

20 de julho de 2012 | 15h46

Aubert Neto disse ser necessária uma intervenção da equipe econômica da presidente Dilma Rousseff contra capital especulativo e citou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como uma arma a ser usada para elevar a desvalorização do real frente ao dólar até um patamar próximo a R$ 2,50.

"A palavra hoje é câmbio", afirmou, após sair do encontro desta manhã, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), para discutir o plano Brasil Maior. "O mundo todo mexe na taxa de câmbio e o Brasil tem que mexer também atacando o capital especulativo", completou, lembrando ações tomadas pela China e pela Suíça para intervir na cotação da moeda norte-americana. De acordo com ele, os produtos importados estão colocando a indústria brasileira "no bico do corvo". O câmbio, disse, é um fator essencial para devolver competitividade às empresas brasileiras. "Estamos em uma guerra comercial, e em guerra temos que tomar medidas emergenciais."

O presidente da Abimaq citou a redução nas exportações de máquinas e equipamentos para ilustrar a perda de competitividade da indústria brasileira. De acordo com ele, 35% do faturamento do setor era exportado até 2008. Hoje esse porcentual caiu para 22%. Aubert Neto também afirmou que, de outubro de 2011 a maio desse ano, as empresas filiadas à Abimaq demitiram cerca de 7 mil pessoas. Para o dirigente, novas demissões podem ser verificadas no segundo semestre se não houver novas medidas de estímulo voltadas para o setor.

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