Abimaq quer abrir escritórios na América do Sul

Para reforçar sua presença no mercado sul-americano e facilitar o surgimento de novos negócios, a indústria brasileira de máquinas e equipamentos pretende abrir escritórios regionais de representação na Argentina, Chile e Venezuela até o fim deste ano.O objetivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) é fornecer informações sobre esses países para que as micro, pequenas e médias empresas do setor possam aproveitar o bom momento econômico vivido nesses países e aumentar as vendas de máquinas e equipamentos nesses locais. "Queremos transformar a Abimaq em uma agência de negócios para seus associados. É fundamental que nosso setor esteja presente nestes países para saber o que é preciso fazer", disse o presidente da entidade, Luiz Aubert Neto. O executivo participou do seminário "Os interesses brasileiros na América do Sul", realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na capital paulista.Os países de América do Sul, sem contar o Brasil, adquiriram US$ 20 bilhões em bens de capital (ou seja, máquinas e equipamentos) no ano passado, dos quais US$ 3,5 bilhões foram em máquinas produzidas no País. "São US$ 16,5 bilhões em máquinas e equipamentos que estão em outras mãos. Isso é grave, porque na América do Sul, o Brasil é o único que possui um setor de bens de capital bem desenvolvido", afirmou Aubert Neto.O Brasil ocupa hoje a 14ª posição entre os maiores fabricantes de bens de capital no mundo, mas já ocupou a 5ª colocação. Internamente, o setor pleiteia financiamentos mais longos e específicos para o setor e a desoneração de investimentos em inovação tecnológica.ExportaçãoEmbora tenha reclamações a respeito do câmbio, as exportações foram responsáveis por 30% do faturamento da indústria de máquinas equipamentos no ano passado. As vendas externas aumentaram 21% na comparação com 2006. Cerca de 60% dessas exportações foram adquiridas por países desenvolvidos - sendo 25% apenas para os Estados Unidos. Porém, na comparação com 2006, as vendas para os norte-americanos caíram 10%. "Com a crise na economia dos Estados Unidos e a substituição de nossos produtos por outros fornecedores, compensamos o resultado com um aumento de 40% nas exportações para a América do Sul", explicou o presidente de Abimaq.A Venezuela, por exemplo, importou US$ 600 milhões em bens de capital no ano passado e tornou-se o quinto maior comprador dos produtos brasileiros. Há cinco anos, por exemplo, o Brasil praticamente não comercializava máquinas e equipamentos com a Venezuela.

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