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Abimaq quer medidas de contenção para valorização do real

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), Luiz Carlos Delben Leite, recomendou ao governo que aprenda "com o passado" e adote medidas de contenção para a valorização do real frente ao dólar. Ele negou, no entanto, que o governo deva atuar no mercado de câmbio, ao defender que a melhor iniciativa seria a redução da Selic, a taxa básica de juros da economia, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), marcada para a próxima semana. "Espero que ainda esse mês o governo reduza os juros porque a apreciação do real está muito ligada aos juros. As taxas pagas aqui são muito maiores do que as do resto do mundo e isso atrai capital externo e, por conseqüência, valoriza o real", justificou, em entrevista coletiva para o lançamento da "9ª Feimafe - Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta", que acontece no Anhembi. "O Plano Real trouxe estabilidade monetária, mas também gerou a maior dívida interna e externa por causa da política de apreciação do real", lembrou. Caso o mercado cambial permaneça como está, Leite vê uma situação "danosa" para os exportadores de máquinas e bens de capital. "Não sabemos qual é a taxa de câmbio ideal porque alguns setores se mantêm competitivos com o dólar a R$ 2,50, enquanto outros perdem mercado com o dólar a R$ 2,80", comentou.

Agencia Estado,

12 de maio de 2003 | 15h16

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