Abimóvel vê maior expansão do setor por IPI prorrogado

O setor moveleiro saiu satisfeito da reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na tarde desta sexta-feira em São Paulo, após a prorrogação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) menor para móveis por mais 90 dias. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Moveleira (Abimóvel), José Luiz Diaz Fernandez, o adiamento dilui os custos que a indústria teve em abril, quando precisou desonerar os estoques de produtos que estavam parados no varejo.

BIANCA RIBEIRO E FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

29 de junho de 2012 | 19h45

"Isso onerou muito a indústria quando o governo anunciou a redução da alíquota, pois se não tirássemos o IPI dos lojistas, a venda não ocorreria", explica. Com isso, o aumento da produção no período cresceu apenas 2,5%, quando a expectativa era de um avanço de 6%.

De acordo com Fernandez, também foi muito positiva a inclusão dos painéis de madeira na desoneração do IPI, porque o material representa a principal matéria-prima do setor moveleiro. "O custo dos móveis populares cairá 50% com isso."

O dirigente lembra ainda que a partir de 1º de agosto entra em vigor a desoneração da folha de pagamentos, o que deve dar ainda mais folga para os custos do setor produtivo. "Estamos também contando com a melhora do humor dos consumidores para voltar a mobiliar a casa."

Falta, no entanto, que a Caixa coloque à disposição dos clientes a linha de financiamento de móveis já anunciada pelo governo no âmbito do Minha Casa, Minha Vida. "Teremos uma reunião com a Caixa na próxima semana para ver se é possível agilizar a entrega desse crédito na ponta consumidora", informa Fernandez.

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