Abinee: pacote é positivo, mas tem 'algumas frustrações'

As medidas de política industrial divulgadas hoje pelo governo como parte da Política de Desenvolvimento Produtivo enunciam "muitos pontos positivos" ao setor de Tecnologia da Informação (TI), mas também carregam "algumas frustrações" por circunscrever apenas as empresas de software. A análise é do presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato.Para ele, um dos destaques do pacote apresentado hoje é o fato de o setor de informática poder usar benefícios, previstos na Lei de Inovação, de desconto das despesas com pesquisa e desenvolvimento da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). "Essa era uma reivindicação que há tempos vinha sendo expressa pelo setor."Barbato também elogiou a instauração do drawback "verde e amarelo", por meio da qual as empresas exportadoras ficarão livres de tributos que incidem sobre componentes nacionais necessários à fabricação do produto final. A redução de 20% para 10% da contribuição patronal do INSS sobre a folha de pagamento, na opinião de Barbato, também foi bem vista. A "frustração", de acordo com o executivo, é que as medidas se restringem às exportações de software e de serviços de tecnologia de informação. "Eu esperava algo mais abrangente, não só para software, mas para outras empresas da cadeia de equipamentos eletro-eletrônicos que estão sofrendo com a alta do real sobre o dólar", comentou. Ainda assim, ele acha que empresas de hardware que fabricam softwares dedicados, que permitam, por exemplo, um computador funcionar adequadamente, serão beneficiadas.BrasscomO presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia de Informação e Comunicação (Brasscom), Antonio Gil, elogiou a Política de Desenvolvimento Produtivo anunciada hoje pelo governo, que considerou "extremamente surpreendente, pela forma positiva, pela abrangência, pela cobertura de diversos setores e pela integração". De acordo com ele, a desoneração para o setor de tecnologia de informação (TI) "não vai ter impacto na arrecadação porque vai criar 100 mil novos empregos que hoje não existem".

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