Abiquim avalia queda da Selic como alento, e quer mais

O vice-presidente Executivo da Assoicação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Guilherme Duque Estrada de Moraes, avalia que a queda de 2,5 pontos porcentuais da Selic, a taxa básica de juros da economia, é um alento. A taxa, que estava em 24,5% ao ano passou para 22% ao ano. "Esperamos novas rodadas, com reduções da taxa, para conseguirmos competir melhor frente aos concorrentes internacionais, cujas taxas são menores que as nossas", ressalvou o executivo.Ele ficou surpreso com a queda, ante previsão de um corte entre 1,5 ponto porcentual, ou no máximo 2 pontos percentuais. Duque Estrada observou que a queda da Selic, somada à recente redução da alíquota do recolhimento compulsório dos bancos, deverá ajudar um início de retomada do funcionamento normal da economia."Está quase recessiva. Apenas o setor agropecuário vinha funcionando bem e puxava o restante", avaliou. A redução da taxa deverá reanimar o comércio, fazendo com que a indústria química venha a sentir o efeito posteriormente. Segundo ele, os produtos de consumo final farão com que alguns segmentos do setor químico sintam a retomada mais rapidamente.No caso de aumento da demanda, as embalagens plásticas elevam o movimento na petroquímica, exemplificou, explicando que a Abiquim não possui o movimento de estoques do setor, e por isso não pode avaliar em quanto tempo o impacto da redução da taxa Selic será notado na indústria.

Agencia Estado,

20 de agosto de 2003 | 15h27

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