Abismo econômico é o maior desafio da Alca, diz Cepal

As grandes diferenças de tamanho e desenvolvimento econômico entre as 34 nações que pretendem criar a Alca serão o maior e mais importante desafio a ser superado para concretizar o maior bloco comercial do planeta, diz a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), em um estudo de 40 páginas. "E os benefícios que podem vir a obter esses países dependerão, em grande parte, da forma com que serão encaradas essas assimetrias", afirma o organismo das Nações Unidas.Os economistas da Cepal que prepararam o documento, disponível no site na Internet, afirmam que para criar o bloco comercial os países precisam ser flexíveis para assegurar o desenvolvimento produtivo, com o objetivo de aumentar a competitividade e administrar melhor a conta de capitais como instrumentos de controles macroeconômicos.A Cepal diz que os países que vão assinar o acordo, principalmente as menores economias, precisam modificar as estruturas produtivas e reforçar os vínculos entre as exportações e o crescimento do PIB. Além disso, recomenda a Cepal no estudo, "para alcançar a convergência nos patamares de desenvolvimento dos países participantes, são necessárias novas iniciativas, como a criação de fundos de coesão ou integração, assim como o aumento do trânsito internacional de mão-de-obra".Os economistas lembram que a Alca contará com uma população de mais de 800 milhões de pessoas e um PIB de US$ 11 trilhões. Caso se concretize, diz a Cepal, "a cooperação não pode se restringir apenas à prestação de assistência técnica, mas também ao fortalecimento da capacidade produtiva, o fomento da competitividade e o estímulo das inovações e transferência de tecnologia."

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