‘Abismo fiscal’ nos EUA pode ter impacto na economia global, diz FMI

Caso isenções temporárias que deixarão de vigorar no fim de 2012 não sejam acompanhadas de um acordo para aumentar a arrecadação, impacto pode ser negativo

Renato Martins, da Agência Estado,

26 de julho de 2012 | 15h25

LONDRES - A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse estar preocupada com a possibilidade de ocorrer o chamado "abismo fiscal" nos EUA, caso as isenções de impostos temporárias que deverão deixar de vigorar no fim deste ano não sejam acompanhadas de um acordo no Congresso para aumentar a arrecadação. Para ela, isso poderá ter impacto negativo nas economias norte-americana e global.

Falando durante a conferência financeira internacional de Londres, Lagarde também mostrou preocupação com as tensões geopolíticas que podem afetar os preços do petróleo.

Durante o mesmo evento, o secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurría, disse que a questão do desemprego, especialmente entre os jovens, é um dos principais desafios econômicos atuais. Ele também advertiu que a economia global "está em rota de colisão com a natureza" e exortou os governos a adotarem políticas energéticas que prejudiquem menos o meio ambiente.

Gurría também disse que o Banco Central Europeu (BCE) precisa "explorar a flexibilidade de seu mandato" e usar seu balanço patrimonial para reduzir os custos do crédito para países europeus em dificuldades, A referência é a compras de bônus soberanos de países da zona do euro pelo BCE, proposta que enfrenta oposição de alguns governos da região. Para Gurría, caso o mandato do BCE se mostre "rígido demais", talvez seja o caso de os países da União Europeia fazerem uma reavaliação do papel da instituição. As informações são da Dow Jones.

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