ABN Amro cortará até 1.000 empregos até 2018 com clientes preferindo acesso online

O ABN Amro vai cortar até 1.000 empregos até 2018 com os clientes gerindo cada vez mais suas finanças online, e em investida que é parte de uma reestruturação que ajudou a elevar os lucros do banco holandês e pavimentar o caminho para a instituição voltar a ter controle privado.

REUTERS

14 de novembro de 2014 | 10h42

O presidente-executivo, Gerrit Zalm, havia dito que precisaria de três trimestres sólidos para recomendar a privatização ao governo. Esse marco, dizem os analistas, já foi alcançado.

No terceiro trimestre, o lucro líquido do banco aumentou 56 por cento no ano-a-ano, a 450 milhões de euros, ajudado por um mercado imobiliário em ascensão e melhorias em empréstimos duvidosos.

"Eles passaram na revisão de qualidade de ativos extremamente bem. Essa era a última incerteza", disse Benoit Petrarque, analista da Kepler Cheuvreux, acrescentando que uma venda poderia ocorrer no segundo trimestre do próximo ano. "É um banco muito atraente agora."

Importante banco da indústria de serviços financeiros holandesa até a crise financeira, um diminuído ABN Amro foi comprado pelo Estado em 2008 por 21,7 bilhões de euros (27,080 bilhões de dólares).

O governo e o parlamento vão decidir sobre o calendário para sua relistagem. Uma porta-voz do governo disse nesta sexta-feira que a intenção era devolver o banco ao mercado assim que as condições estivessem certas.

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