ABN encoraja investidor a aumentar posições com Brasil

Apesar de manter a recomendação para a dívida brasileira em "neutral" (peso na média), na sua revisão de carteira recomendada para mercados emergentes, o banco ABN-Amro está encorajando investidores com fortes posições "underweight" (peso abaixo da média) a começar a aumentar suas posições na dívida do Brasil. "O presidente-eleito Luiz Inacio Lula da Silva permanece o centro das atenções dos mercados emergentes. Seu primeiro pronunciamento, a nomeação de Antonio Palocci para chefiar a equipe de transição e suas prioridades legislativas são encorajadoras", afirmaram o diretor de pesquisa para mercados emergentes, Arturo Porzecanski, e o estrategista de renda fixa para mercados emergentes do ABN-Amro, James Sha, em nota distribuída a clientes. Os analistas do ABN-Amro observaram que o sentimento dos investidores em relação ao Brasil melhorou significativamente nas últimas duas semanas. Eles consideram bastante positivo o foco do PT para as prioridades no Congresso até o final do ano, como a aprovação do orçamento para 2003, de uma mini-reforma tributária e da emenda constitucional que garante independência ao Banco Central. "Tudo isso é positivo, mas uma maior alta nos preços dos ativos brasileiros não ocorrerá provavelmente antes do anúncio de nomes para a equipe de governo, especialmente o nome do sucessor do presidente do BC, Armínio Fraga", disseram Porzecanski e Sha. Além de manter a recomendação para o Brasil, o ABN-Amro elevou a recomendação para a dívida da Argentina de "underweight" para "neutral" com a expectativa de que um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) é iminente.

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