Abrace pede melhores condições para gerar energia no País

O vice-presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Erico Sommer, disse nesta quinta-feira que a entidade pediu, em reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, melhores condições de financiamento para geração de energia no País. Segundo Sommer, cerca de 70% do custo da energia vendida vem do investimento que é feito. "Outros países, como a China e a Índia e países mais ricos têm condições mais favoráveis do que as nossas", afirmou. Ele ressaltou que, em outros países, os prazos para a quitação dos financiamentos são de até 25 anos, enquanto no Brasil são de aproximadamente 14 anos. Além disso, segundo Sommer, em outros países há um prazo de carência de até dois anos para o início do pagamento do empréstimo após a conclusão da construção da usina, enquanto no Brasil não há prazo de carência.Sommer e o presidente da Abrace, Mário Cilento, disseram que a ministra não antecipou, no encontro, quais tipos de medidas serão adotadas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para incentivar investimentos no setor elétrico. "É possível que saia alguma coisa, mas não é certo", disse Cilento.Carga tributáriaOs representantes da Abrace também reiteraram à ministra as preocupações dos consumidores com o elevado preço da energia. Na semana passada, dirigentes da Abrace já se reuniram com o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, para tratar do tema. Os empresários defendem, principalmente, a redução da carga tributária sobre energia. Segundo eles, encargos e tributos representam um peso de 51% no preço da tarifa.Segundo a Abrace, a tarifa média de energia cobrada das indústrias no País fechou 2006 em cerca de R$ 206 por megawatt/hora (MWh), o que equivale a uma alta de 11,36% em relação a 2005. Esse custo, diz a associação, supera o que se cobra pela energia em países que disputam investimentos com o Brasil, como a China, os Estados Unidos e o Canadá.

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