Abrafix: aumentar acesso à banda larga será difícil

O presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix), José Fernandes Pauletti, disse hoje que dificilmente será possível atender a intenção do governo de ampliar o número de acesso a banda larga em todo o País. Ontem, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse que o governo queria aumentar de 143 mil para 208 mil os pontos de acesso à internet em banda larga.Para implantar o projeto, o governo teria que editar um decreto substituindo pela banda larga a obrigação que as concessionárias de telefonia fixa têm de instalar Postos de Serviços de Telecomunicações (PSTs). As empresas gastariam, na implantação dos PSTs, cerca de R$ 700 milhões, segundos cálculos preliminares."Tem que fazer as contas para ver o quanto aumenta. Certamente não deve dar para atender (os 208 mil pontos) com o valor que tinha das obrigações do PSTs", disse Pauletti ao chegar ao Ministério para uma reunião com o ministro Hélio Costa e outros dirigentes das empresas para discutir o assunto.Segundo o presidente da Abrafix, também custará mais caro aumentar a velocidade de conexão à internet, como pretende o governo. Pauletti demonstrou preocupação com a demora do governo em definir o projeto. "Se continuar adiando, não sai nada." Segundo ele, as empresas já começaram a investir nos PSTs para cumprir as exigências contratuais, que entram em vigor no fim do ano. "As operadoras estão fazendo os PSTs porque elas não têm alternativa. Se não sai o projeto da banda larga, a outra obrigação continua valendo", afirmou.Hélio Costa disse hoje, pela manhã, que o governo precisará de mais duas semanas para decidir sobre o projeto da banda larga. O projeto prevê que as empresas usem sua infra-estrutura para levar a internet em alta velocidade a escolas públicas, postos de saúde, hospitais e delegacias de polícia, entre outros. Os 208 mil pontos, segundo Hélio Costa, seriam instalados em um prazo de três anos.

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