Abramilho critica decisão de investigar milho modificado

O presidente-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, criticou a decisão do primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, anunciada esta semana, de iniciar os estudos locais sobre a segurança alimentar de milho geneticamente modificado. Ayrault declarou que se houver algum problema em relação ao consumo humano do milho irá pedir a interdição de variedades do grão transgênico na União Europeia.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

22 de setembro de 2012 | 16h17

"Estão fazendo tempestade em copo d''água", disse Paolinelli. "É um produto com 15 anos de mercado, com segurança alimentar comprovada e aceitação recorde entre produtores e indústria", afirmou o ex-ministro da Agricultura, durante o Fórum Nacional de Agronegócios, em Campinas (SP).

Na avaliação do presidente-executivo da Abramilho, é improvável que a União Europeia suspenda a importação de milho transgênico. Além disso, o cenário favorável à produção do grão, após a seca nos Estados Unidos, tranquiliza o produtor brasileiro. "O milho geneticamente modificado é provavelmente o maior exemplo de aceitação de biotecnologia na agricultura brasileira e mundial; em menos de cinco anos no mercado brasileiro, 80% das lavouras de milho já são transgênicas".

Na avaliação da Abramilho, no curto prazo a área de cultivo no Brasil de milho transgênico deve triplicar e atingir de 9 milhões a 10 milhões de hectares plantados.

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