Abras: vendas do setor podem crescer 5% em 2009

O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, afirmou hoje que o setor poderá manter ao longo do ano as taxas de crescimento apresentadas nos quatro primeiros meses de 2009, que acumulam alta de 5,7% nas vendas reais (descontadas a inflação). "Temos de aguardar os resultados de maio e junho, mas é bem possível crescer próximo a 5% este ano", disse Honda, acrescentando que a percepção preliminar é de que as vendas se mantêm aquecidas neste mês. A projeção oficial da instituição, informada em janeiro, é de evolução de 2,5% no faturamento real dos supermercados em 2009, na comparação com o do ano passado.

RODRIGO PETRY, Agencia Estado

28 de maio de 2009 | 14h26

Segundo ele, as principais razões do otimismo encontram-se na manutenção do rendimento médio dos trabalhadores, o maior consumo das famílias nos lares e o processo de estabilização dos preços. "Um dos efeitos da crise foi que as pessoas deixaram de frequentar restaurantes e passaram a comprar mais nos supermercados para se alimentar em casa", disse. O dirigente destacou também que foi registrado um crescimento no tíquete médio gasto nos supermercados, que subiu de R$ 19,6 para R$ 25, nos últimos 12 meses.

Honda destacou que vem sendo observado um aumento da compra de produtos perecíveis nos supermercados, como carnes, laticínios e hortifrutigranjeiros, reflexo da maior ida do consumidor às lojas. O volume das vendas de produtos perecíveis avançou 2% no primeiro quadrimestre, na comparação com igual período do ano passado. Outro item com forte alta foi de bebidas alcoólicas, com aumento de 7,7% das cervejas.

Os indícios de uma retomada mais consistente das vendas também começa a elevar as estimativas da Abras para o valor da cesta dos 35 produtos mais consumidos nos supermercados, medido pela instituição. Os preços acumulam no ano deflação de 0,72%, mas Honda admite que esse nível deve se recuperar a partir de agora, ficando em torno de 0,5% na média dos próximos meses. Em abril ante março, o valor da cesta subiu 0,4%. "As commodities (matérias-primas) alimentares começam a apresentar alguma recuperação, o que deve passar a influenciar nos preços", afirmou.

Regiões

Entre as regiões do País, o volume das vendas cresceu mais na região do Grande Rio, com alta de 4,5% no volume das vendas dos primeiros quatro meses deste ano. Honda explica que isso reflete o repasse dos royalties do petróleo encaminhados aos municípios, que vem mantendo o poder de compra dos consumidores. Outro destaque do período é o Nordeste, com alta de 4% - creditado aos repasses governamentais e reajuste do salário mínimo.

Na Grande São Paulo, as vendas avançaram 2,6%, enquanto no litoral e no interior paulista recuaram 3,6%. Já no Espírito Santo, Minas Gerais e interior do Rio de Janeiro, as vendas subiram 2%. As demais regiões com queda foram a do Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal (-1,7%) e Sul (-0,1%).

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