Abras: vendas se manterão em alta no 2º semestre

As vendas reais nos supermercados devem manter no segundo semestre taxas de crescimento semelhantes às observadas nos seis primeiros meses deste ano, na faixa dos 4,2% em relação a igual período de 2010. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, os efeitos das medidas do governo para desacelerar a atividade econômica vão afetar a demanda nos supermercados na segunda metade do ano, especialmente de itens de maior valor agregado (caso dos eletroeletrônicos), que em alguns casos são adquiridos pelos consumidores por meio de financiamento.

RODRIGO PETRY, Agencia Estado

28 de julho de 2011 | 15h23

"Os supermercados e hipermercados vêm ampliando o mix de produtos de maior valor agregado, reduzindo o espaço nas lojas para a venda de alimentos. As medidas (do governo) não devem afetar a venda de commodities, como arroz, feijão e óleo, mas de produtos que operam com margens maiores e trazem maior faturamento aos supermercados", disse Honda.

Segundo o dirigente, a venda de itens da cesta básica continuará sendo impulsionada ao longo do ano pelo aumento da renda e do emprego, mesmo que num ritmo menor do que observado no ano passado, em conjunto com os reajustes salariais previstos até o final do ano pelos dissídios coletivos de várias categorias de trabalhadores.

O dirigente acrescentou que sazonalmente o segundo semestre apresenta melhor desempenho de vendas, mas ponderou que a forte base de comparação com os resultados de 2010 poderá limitar o avanço porcentual do faturamento dos supermercados. "Continuamos projetando uma alta real de 4% das vendas, mas espero que possa ser maior", afirmou. No ano passado, as vendas reais subiram 4,2% sobre 2009.

A redução nos preços é outro fator que contribuirá para a manutenção do crescimento das vendas. Segundo levantamento de preços da Abras, referente a 35 produtos considerados de amplo consumo, como alimentos, limpeza e de beleza, medido pela GfK, os preços acumulam queda de 2,55% entre os meses de janeiro e junho.Sobre o mês de julho, Honda destacou que as vendas devem apresentar uma aceleração, quando comparado a junho em razão deste mês contar com cinco semanas "cheias", com finais de semana completos.

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