Abrasca critica novo mercado

O presidente da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), Alfried Plöger, acredita que o novo mercado acionário brasileiro que está sendo desenvolvido pela Bovespa não vai "fazer milagre". "É um produto diferenciado, mas não é milagroso", disse. Para ele, o novo mercado não vai resolver o problema da migração de negócios para o exterior. Plöger afirmou que é preciso acertar questões macroeconômicas para melhorar o mercado de capitais interno. Segundo ele, os atuais entraves são as elevadas taxas de juros e o custo.Plöger afirmou que a obrigatoriedade de as companhias do novo mercado terem apenas ações ordinárias (ON, com direito a voto) é um entrave. "Dificilmente as empresas já existentes migrariam para o novo mercado nessas condições", disse. Ele afirmou ainda que a exigência de balanços pelas normas americanas também dificultará a entrada das companhias neste mercado.A Bovespa está estudando as regras que farão parte do novo mercado acionário. A obrigatoriedade de ações ordinárias e balanços em normas americanas são pontos que estão sendo levados em consideração pela bolsa. Plöger afirmou que a Bovespa deveria convidar os agentes de mercado para participar das discussões sobre as regras. No entanto, não soube dizer que sugestões apresentaria para a Bovespa.Ele esteve recentemente na Alemanha, onde visitou o Neuer Markt, que está sendo usado como inspiração para o novo mercado. Em três anos de existência o Neuer já conta com 200 companhias. Para Plöger há uma diferença cultural e econômica entre Brasil e Alemanha, o que torna seus mercados diferentes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.