Abril tem segundo maior índice de cheques devolvidos desde 91

Abril representou o segundo mês com maior volume de cheques devolvidos desde 1991. Pelo menos foi isso o que apontou pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela Serasa, que iniciou o estudo na década passada. No período, houve crescimento de 17,9% no índice, sobre o mesmo período do ano passado. Foram compensados 133,3 milhões de cheques, sendo que 3 milhões voltaram por falta de fundos - o que correspondeu a um indicador de 22,4 cheques devolvidos a cada mil compensados. Em abril do ano anterior, a devolução havia ficado em 19 a cada mil, após a compensação de 155,6 milhões de folhas e a devolução de 2,9 milhões.No confronto mês a mês, a Serasa verificou movimento oposto, com declínio de 7,8% ante março de 2006, quando o índice alcançou recorde histórico de 24,3 cheques devolvidos a cada mil, após a compensação de 166,5 milhões de folhas e a devolução de 4 milhões de cheques.Quadrimestre No primeiro quadrimestre de 2006, o movimento de alta também foi verificado, com acréscimo de 20,8% sobre o mesmo período de 2005. Foram compensados 581,3 milhões de cheques na somatória dos meses de janeiro a abril, sendo que 12,5 milhões voltaram por falta de fundos, o que correspondeu a um índice de 21,5 cheques devolvidos a cada mil. Nos primeiros quatro meses de 2005, foram devolvidos 11,5 milhões de cheques de um total de 647,8 milhões de compensados, o que resultou em um indicador de 17,8 cheques a cada mil.Expansão de créditoConforme avaliação da Serasa, a evolução nos indicadores de 2006 sobre os de 2005 refletiu a grande expansão do crédito para pessoa física, que supera os 30% em 12 meses e que tem, no cheque pré-datado, um dos principais instrumentos para as vendas a prazo. "Nesse contexto, o maior endividamento da população tem explicado parte da inadimplência com cheques, sendo a outra parte justificada pela má concessão de crédito", destacaram os técnicos da empresa. "Em termos porcentuais, a inadimplência com cheques em abril de 2006 corresponde a 2,2%, portanto, abaixo de outras formas de financiamento encontradas no mercado", ressaltou a Serasa.Quanto à queda do índice ante março de 2006, a companhia salientou que o comportamento foi motivado pela tradicional concentração de gastos com impostos, matrículas e material escolar no primeiro trimestre do ano, o que já não ocorre no mês de abril.

Agencia Estado,

17 de maio de 2006 | 14h55

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