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Abrinq vai refazer teste de brinquedos

Entidade questiona teste do Idec que encontrou ftalato nos produtos

Ana Paula Lacerda, O Estadao de S.Paulo

17 de dezembro de 2008 | 00h00

O presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Sinésyo Batista, criticou o teste feito pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) que apontou a presença de ftalato em excesso em oito brinquedos. O ftalato tem uso regulamentado em brinquedos, pois há suspeita de que cause danos à saúde. "Não sei em que condições os testes foram feitos. Os testes para brinquedos brasileiros são rígidos, e acho muito estranho que produtos tenham falhado."Ele afirma que hoje começará a coleta dos brinquedos para fazer novos testes. "Caso haja problemas, eles serão retirados do mercado pelos próprios fabricantes", afirmou. "A indústria se preocupa com a saúde das crianças. É terrorismo divulgar esse tipo de teste, feito na surdina, em plena época que as pessoas estão preocupadas com as vendas de Natal.""Não sei desde quando informar o consumidor é terrorismo", rebate Marcos Pó, assessor técnico do Idec. Ele afirma que a avaliação foi feita no IPT, um laboratório ligado ao Inmetro. Os produtos Turminha Legal (da BS Toys), Lovely Collection (da Muito Brother), Garu (da Grow), Funny Car (da Plast Brinq), o chocalho Ocean Wonder (da Fisher-Price/Mattel), e a boneca Mônica e o Meu Primeiro Boliche (da Algazarra), apresentaram excesso de ftalato, segundo o Idec. O instituto solicitou ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) que determinasse o recall dos produtos, mas o órgão ainda não se manifestou. A Plast Brinq afirmou ao Estado que mudou a composição do brinquedo e está recolhendo produtos que ainda estejam em estoques de lojas. O mesmo foi dito pela BS Toys. A Muito Brother retirou o produto do catálogo e a Algazarra modificou a faixa etária de seus brinquedos, para idades em que o ftalato encontrado é permitido. A Grow refez o teste no laboratório IPT, com resultado negativo para ftalato. A Mattel afirma testar seu produto na fabricação e na chegada ao Brasil. Por não conhecer os critérios do Idec, prefere não comentar o resultado. "Independentemente dos testes, o consumidor tem direito de contatar as empresas em caso de dúvida", diz Pó.

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