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Abu Dhabi vai analise ajuda a Dubai caso a caso, diz autoridade

Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, vai escolher a dedo como ajudar ao vizinho Dubai, disse uma autoridades de Abu Dhabi no sábado.

STANLEY CARVALHO, REUTERS

28 de novembro de 2009 | 10h32

"Nós vamos analisar os compromissos de Dubai e vamos avaliar caso a caso. Isso não significa que Abu Dhabi vai subscrever todos os débitos", disse a autoridade do governo de Abu Dhabi por telefone à Reuters,

Uma política de prestar assistência seletiva às empresas em dificuldades filiadas ao governo de Dubai, ao invés de dar uma assistência generalizada, desafia as especulações de muitos investidores que acreditavam que o rico Abu Dhabi seria uma rede de segurança completa para o vizinho.

A crise em Dubai teve início na quarta-feira, quando o emirado, renomado pela exuberância nos estilos de vida dos residentes e por um dos prédios mais altos do mundo, informou que iria atrasar os pagamentos de dívidas de uma de suas principais empresas, irritando investidores e provocando queda nos mercados.

"Algumas das entidades de Dubai são comerciais, semi-governamentais. Abu Dhabi vai escolher a dedo quando e onde dar assistência", disse a autoridade, que pediu para não ser identificada.

Abu Dhabi, que fornece 90 por cento do petróleo que faz dos Emirados Árabes Unidos o terceiro maior exportador de petróleo do mundo, já colocou 15 bilhões de dólares em ajuda indireta a Dubai por meio do Banco Central dos Emirados Árabes Unidos e de dois bancos privados.

No entanto, mais ajuda ao país vizinho ainda depende de Dubai deixar claro sua posição em relação a assuntos pendentes.

"Até que as coisas fiquem claras, será muito difícil tomar futuras decisões de investimento em títulos. Muitas coisas precisam ser esclarecidas por Dubai", disse a autoridade.

O Banco Central afirmou estar monitorando os eventos da crise de Dubai para tentar assegurar proteção à economia nacional, segundo um porta-voz da instituição no sábado.

Constitucionalmente, cada emirado é uma entidade legal separada dentro da federação e cada um controla seus recursos naturais e financeiros. O governo federal não tem acesso garantido aos recursos nem é obrigado a se responsabilizar pelas dívidas de cada emirado.

Os mercados internacionais foram fortemente atingidos quando Dubai informou na quarta-feira estar apoiando uma grande reestruturação de uma de suas maiores holding, a Dubai World.

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