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Ação da BM&F começará a ser negociada por R$ 20

Este é o valor máximo do intervalo de R$ 18 a R$ 20 sugerido no prospecto da operação

Rosangela Dólis, do Estadão,

28 de novembro de 2007 | 19h58

As ações da oferta pública (IPO, na sigla em inglês) da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) serão distribuídas pelo preço de R$ 20 a unidade, o valor máximo do intervalo de R$ 18 a R$ 20 sugerido no prospecto da operação. Este foi o preço definido pelo procedimento de bookbuilding (ferramenta para a apuração de intenções de compra), que reflete o valor ofertado por investidores institucionais.  Veja também:Entenda a venda das ações da BM&F, marcada para o dia 30 Na terça-feira, a BM&F elevou a faixa da estimativa de preço de sua ação para entre R$ 18 e R$ 20 reais, diante da forte demanda pelos papéis. Inicialmente, a BM&F havia estabelecido uma faixa de preços de R$ 14,50 a R$ 16,50. Por esse valor de R$ 20, o lote do IPO, de 260.160.736 ações, alcança o volume de R$ 5,203 bilhões. Foi confirmada ainda a distribuição do lote suplementar de 39.024.120 ações. Com isso, serão acrescidos R$ 780,48 milhões e o valor da operação alcançará R$ 5,983 bilhões. Nesta quinta-feira, deverá ser informado o ponto de corte nas reservas feitas pelos investidores pessoa física. Haverá rateio, porque a demanda superou a oferta. As ações estréiam na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sexta-feira. Demanda por ações da BM&F beira os R$ 50 bi A demanda deve superar em dez vezes a oferta das ações da BM&F, chegando perto de R$ 50 bilhões. A procura por investidores foi tão intensa quanto a das ações ofertadas no IPO da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em outubro, quando também a procura foi dez vez maior do que a oferta.  Em quase R$ 6 bilhões, a oferta pública de ações da BM&F é a segunda maior no Brasil. Perde apenas para a operação com ações da Bovespa Holding, que chegou a R$ 6,625 bilhões. Com a alta demanda, é possível que, tal como ocorreu no IPO da Bovespa, os investidores não prioritários não recebam ações. Esses investidores são aqueles que participaram dos quatro IPOs considerados nesta operação para a classificação de perfil. São eles: o da própria Bovespa, Amil, Helbor e Laep Investments. Investidores que participaram de dois ou mais desses IPOs e venderam no primeiro pregão mais de 20% dos papéis recebidos foram classificados como não prioritários. Eles só receberão ações depois que os demais investidores, os prioritários, receberem seus pedidos até o limite de R$ 20 mil. Na Bovespa, o número de ações disponíveis não foi suficiente nem mesmo para atender a esse mínimo previsto para os prioritários e houve corte no investimento para R$ 12.098. A expectativa é de que na BM&F a situação se repita, com atendimento dos pedidos de prioritários até o limite máximo de cerca de R$ 10 mil.      

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