Ação da GM cai abaixo de US$ 1 e atinge mínima recorde

Papéis da montadora, que deve entrar com pedido de concordata, chegaram a cair 22%, para US$ 0,87

Ana Conceição, da Agência Estado, e Dow Jones,

29 de maio de 2009 | 12h11

As ações da General Motors caíram abaixo de US$ 1 na Bolsa de Nova York e atingiram a mínima histórica de US$ 0,87 (-22%) em um movimento simbólico antes do provável pedido de concordata, na segunda-feira, 1º.

 

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Às 11h56 (de Brasília), os papéis registravam queda de 15%, a US$ 0,95. O fechamento mais baixo da história das ações da montadora - em US$ 0,98 - ocorreu em 1933.

 

Sob a concordata, as ações ordinárias da GM devem ser reduzidas a zero, de acordo com a proposta de reestruturação da companhia, que compõe o índice Dow Jones.

 

Acordo

 

Um grupo de detentores de títulos da montadora entrou na quinta-feira em um acordo com o Tesouro americano. O acordo vai facilitar o processo de recuperação da empresa, que deve entrar com pedido de concordata até segunda.

 

Os detentores de US$ 27 bilhões em títulos vão receber até 25% de participação na companhia reestruturada, bem mais do que os 10% oferecidos anteriormente. Em troca, eles se comprometem a não contestar o plano de reestruturação a ser apresentado à Justiça. Isso deve ajudar a acelerar o processo de recuperação, que deve durar de 60 a 90 dias.

 

O governo americano havia estabelecido um prazo até 1º de junho para a GM reduzir em US$ 44 bilhões seu endividamento, como forma de evitar a concordata. A montadora não conseguiu atingir essa meta e deve mesmo entrar em concordata, concentrando suas marcas mais valiosas, como Cadillac e Chevrolet, em uma nova empresa, que está sendo chamada de nova GM. A GM acumula US$ 88 bilhões em prejuízos desde 2004.

 

O Tesouro americano daria mais cerca de US$ 30 bilhões em financiamento para a GM se reestruturar (já foram concedidos US$ 19,4 bilhões em empréstimos), e o governo canadense deve contribuir com mais alguns bilhões.

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