Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Ação da Petrobrás fecha em alta, mas não impede queda da Bolsa

Apesar de ter ensaiado uma recuperação ao longo do pregão, Bovespa caiu 0,56%; papel ON da estatal subiu 0,23% e o PN avançou 1,23%

Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2015 | 17h56

A Bovespa não está conseguindo entusiasmar os investidores. O principal índice à vista ensaiou um dia de ganhos, mas ele não se sustentou, sucumbindo à aversão a risco que predominou nos mercados nesta quarta-feira. Petrobrás e Vale, no entanto, subiram e ajudaram a conter um pouco o ímpeto de queda, mas ações relevantes como Bradesco, Itaú Unibanco e Ambev pressionaram para baixo. O Ibovespa terminou a sessão em queda de 0,56%, aos 48.239,67 pontos, menor nível desde o dia 2 de fevereiro (47.650,73 pontos). 

Os papéis da Petrobrás perderam participação na composição do Ibovespa, mas ganharam relevância ainda maior no noticiário nos últimos tempos, com as denúncias de irregularidades da Operação Lava Jato pressionando as ações dia após dia. Hoje, os destaques foram as afirmações da Fitch e da S&P. A primeira voltou a repetir que a estatal pode ser novamente rebaixada em mais de uma nota caso não consiga divulgar seus resultados financeiros dentro do prazo estabelecido. No começo do mês, a Fitch já reduziu o rating da estatal e colocou-os em observação negativa. 

Já o analista-chefe responsável por ratings soberanos da S&P, Moritz Kraemer, disse que as denúncias de corrupção na Petrobrás são uma fonte de preocupação. "Claramente há preocupações sobre o arranjo institucional na companhia", destacou o analista, ressaltando que os problemas na empresas têm um significado mais amplo, que é indicar que os padrões institucionais e de governança permanecem um fator que seguram os ratings soberanos do Brasil. 


Nesta tarde, a Petrobrás teve um acidente num navio-plataforma, onde uma explosão deixou três mortos. A notícia, entretanto, não fez preço e a ação ON subiu 0,23% e a PN, 1,23%. Vale destacar que o presidente da empresa, Aldemir Bendine, deu sua primeira entrevista, sem fazer preço nos ativos nesta quarta-feira. 

Vale terminou em alta de 3,43% na ON e de 2,88%, na PNA, em parte ajudada pela disparada do dólar, que subiu 1,38% e fechou a R$ 2,87. 

Bradesco PN recuou 2,70%, Itaú Unibanco PN, 2,70%, e Ambev ON, 0,78%. BB ON, depois do balanço, terminou com ganho de 1,11%. O Banco do Brasil anunciou lucro líquido ajustado, que desconsidera eventos extraordinário, de R$ 3,020 bilhões no quarto trimestre do ano passado, montante 24,6% superior que o visto em igual intervalo de 2013, de R$ 2,424 bilhões. Ante o terceiro trimestre, o aumento foi de 4,7%. 

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