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Ação da Telemig fecha em alta de 10,7%

Fontes do mercado avaliam que a alta reflete as expectativas com relação aos resultados da empresa no segundo trimestre, que serão divulgados nesta terça

Nilson Brandão Junior, da Agência Estado,

30 de julho de 2007 | 20h19

As ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Telemig Celular registraram forte alta nesta segunda-feira, 30: subiram 10,7%, bem acima da valorização de 3,12% do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa). Fontes do mercado avaliam que a alta reflete as expectativas com relação aos resultados da empresa no segundo trimestre, que serão divulgados nesta terça, assim como o processo de venda da operadora, que entra na reta final e poderá ser definido nos próximos dias. Em entrevista ao Estado, o presidente da Telemig, André Mastrobuono, conta que desde o fim do ano a empresa vem conseguindo estancar a perda de participação de mercado, sem sacrifício da rentabilidade. Ele não comentou os resultados da companhia no último trimestre, mas afirmou que a margem de geração de caixa (medida pelo indicador Ebitda) ficará perto do registrado no início do ano. No primeiro trimestre, o Ebitda foi de 40%. O executivo contou que o fim da briga societária interna favoreceu a empresa. "Só o fato de estar livre disso permitiu à empresa disputar o mercado com mais energia e, assim, nossa participação de mercado está pouco acima dos 30% e a perda de participação foi praticamente estancada", afirmou. Nos últimos três anos, até outubro, os acionistas Opportunity, fundos de pensão e Citigroup envolveram-se em sucessivas divergências e disputas na empresa. Negócios A venda da Telemig e da Amazônia Celular é esperada para os próximos dias, segundo fontes do mercado. Pelo menos Vivo, Claro e Oi estão interessadas e apresentaram propostas pelas duas empresas. Semana passada, circulou a notícia de que a Vivo fecharia o negócio. A Telemig é importante para a Vivo, que não opera em Minas Gerais, assim como para a Claro, que poderia alcançar a liderança de mercado no País se incorporar a empresa mineira. A briga interna na Telemig foi um dos motivos pelos quais a participação de mercado da Telemig despencou fortemente entre 2002 e o segundo trimestre deste ano. Os dados da Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel) mostram que a fatia de mercado da empresa em Minas Gerais encolheu de 58% para 30,4% no período. Com o recuo na participação da empresa, a Telemig está apenas 1,3 ponto porcentual à frente da TIM, a segunda colocada no Estado. O ranking se completa com a Oi, que detém fatia de 28,4%, Claro, 9,8%, e Companhia de Telecomunicações do Brasil Central (CTBC), 2,3%. Procurada, a TIM informou que Minas Gerais é um Estado estratégico e foi a primeira operação da Telecom Italia no Brasil. A Amazônia Celular também perdeu mercado em sua região. A fatia da empresa recuou de 55,2% para 22,1% entre 2002 e o segundo trimestre deste ano - a empresa já está atrás da Vivo e da TIM na região. O presidente da Telemig também argumenta que a empresa sofreu uma perda natural de mercado, com a sucessiva entrada de novos concorrentes, desde 2002. Um trabalho da consultoria Teleco mostra que enquanto a quantidade de assinantes da Telemig e da Amazônia Celular cresceu 68,9%, de 2,9 milhões para 4,8 milhões, as demais operadoras nas mesmas áreas de operação cresceram 247,6% em número de assinantes.

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