Ação do Banco do Brasil sobe mais de 7% e puxa alta da Bolsa

Ação do Banco do Brasil sobe mais de 7% e puxa alta da Bolsa

O Ibovespa - principal índice do mercado local - fechou com valorização de 1,85%; Petrobrás também acumulou forte ganho

Denise Abarca, Lucas Kirata, O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2016 | 18h54

O Ibovespa teve um pregão firme de alta, tendo fechado com ganho de 1,85%, na máxima 61.070,27 pontos. Na mínima, ficou estável nos 59.963 pontos. Em novembro, o Ibovespa apura queda de 5,94% e em 2016, ganho de 40,88%.

A trajetória positiva foi atribuída a um movimento de correção, influenciado pelo ambiente mais tranquilo no exterior, onde o destaque foi a disparada dos preços do petróleo, que deu suporte para forte valorização dos papéis da Petrobrás. Outra estatal destaque de alta foi Banco do Brasil, em reação ao anúncio de reestruturação de suas operações.

A ação ordinária do BB disparou 7,84% e liderou a lista de maiores altas. O Banco do Brasil anunciou uma reestruturação de sua operação, que inclui fechamento de 402 agências enquanto outras 379 serão transformadas em postos de atendimento ao longo do próximo ano. Além disso, o banco anunciou um plano de incentivo à aposentadoria com potencial de alcançar até 18 mil pessoas. Com isso, o BB prevê redução anual de R$ 750 milhões em despesas. Se todos os 18 mil funcionários aderirem, o custo para o banco seria de R$ 2,7 bilhões, diluídos em sete meses.

"A eleição do Trump parece já ter sido absorvida nos preços dos ativos e, com isso tivemos um quadro externo hoje mais tranquilo, o que estimulou a correção em alguns papéis. Agora, vamos esperar os próximos passos, como medidas efetivas e nomes da equipe dele", disse um operador.

Além de Petrobrás e Banco do Brasil, chamou a atenção o avanço firme das ações da Vale, após movimentos de baixa recente, a despeito da queda nos preços do minério de ferro. Vale PNA fechou em +5,54% e Vale ON, +5,13%. As siderúrgicas acompanharam: Usiminas PNA +2,51% e CSN ON +5,52%.

Os papéis da Petrobras foram favorecidos pela alta de mais de 4% dos preços do petróleo, por sua vez, amparados na expectativa de anúncio de corte na produção pela Opep, cujos membros se reúnem em 30 de novembro. Os papéis PN encerram com alta de 7,30% e os ON, com +5,12%.

Teria ainda tido influência nos negócios com Petrobrás a notícia, publicada pela Folha, de que a empresa negocia a venda de uma participação nas áreas mais cobiçadas do pré-sal - próximas aos mega campos de Lula e Sapinhoá - para o grupo francês Total.

Câmbio. O ambiente mais favorável ao risco no exterior abriu caminho para valorização de moedas de economias emergentes, incluindo o real e o peso mexicano. O dólar fechou em queda de 1,00%, aos R$ 3,3526, acumulando baixa de 2,67% em quatro sessões. 

O alívio lá fora, com atenuação do efeito Trump nos mercados, pode ser observado no Dollar Index, que recuou pela primeira vez após dez sessões, isto é, desde a escolha do novo presidente nos Estados Unidos. O Dollar Index, por sua vez, recuava 0,19%, aos 101,020 pontos. 

A alta dos preços de petróleo também ajudou as moedas de mercados emergentes. Entre os principais movimentos, especialistas citaram a queda de 0,91% do dólar frente ao peso mexicano e a baixa de 1,07% frente ao peso colombiano no final da tarde. 

Por aqui, a divisa norte-americana acumulou a quarta baixa consecutiva frente ao real numa sessão que, diferentemente dos pregões anteriores, não contou com injeção de "dinheiro novo" pelo Banco Central através de oferta adicional de contratos de swap cambial tradicional.  

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