Ação do BC tranquiliza mercado às vésperas do Copom e protege empresas

Economistas avaliam como positivas as novas medidas cambiais anunciadas pelo Banco Central

Francisco Carlos de Assis e Gustavo Porto, da Agência Estado,

22 de agosto de 2013 | 19h41

O economista-chefe da Gradual Investimentos, Andre Perfeito, avaliou que a "primeira leitura" feita após as medidas cambiais anunciadas nesta quinta-feira pelo Banco Central aponta que a ação visa tranquilizar o mercado na véspera de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na próxima semana. Outra meta, de acordo com Perfeito, é ainda salvaguardar empresas brasileiras que têm operações atreladas à moeda norte-americana e com pouca proteção cambial.

"A reunião do Copom já se mostrava dramática, com as altas recentes e muitas casas tinham revisto as previsões (da Selic) para um pico de até 10,5% em 2014, o que é exagerado", disse. "E muitas empresas estão desprotegidas", completou.

Perfeito lembrou ainda que o governo não quer, com as ações de hoje, baixar o dólar para R$ 2,20, o que deverá ocorrer, na avaliação dele, no futuro, mas "procuram deixar claro que trabalhar com hipótese de R$ 2,70 para o dólar não é razoável", concluiu.

Previsibilidade. O sócio-diretor da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, considerou como "extremamente positiva" a iniciativa do BC. De acordo com o executivo, além de dar liquidez ao mercado, ao fixar datas e prazos e valor para as operações, o BC oferece previsibilidade e condições de planejamento para o mercado financeiro.

"Para o mercado - que está buscando segurança (hedge)- é bom saber que até o final do ano terá mais US$ 55 bilhões disponíveis e não precisa sair correndo para compra dólar", disse Daoud.

De acordo com Daoud, a única dúvida é se esse montante adicional será suficiente, uma vez que só nesta quinta-feira (22) foram negociados no mercado futuro da BM&F Bovespa quase US$ 28 bilhões. 

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