Ação do FMI para Argentina ?provará ser eficiente?, diz Köhler

O agora ex-diretor-gerente do FMI Horst Köhler disse que estava orgulhoso pelo seu trabalho que levou o Fundo a ouvir seus críticos e a aprender com seus erros. "Eu também estou um pouco orgulhoso que apesar da grande deterioração na economia global que teve início de 2000, nós estamos agora num processo de recuperação. Eu acho que o FMI, com sua ação de prevenir crises e de administração de crises, contribuiu para esse bom resultado", disse Köhler. Contudo, ele se recusou a assumir a culpa pela difícil situação da Argentina e disse que a estratégia do FMI para o país sul-americano, no final, provará ser eficiente. "Certamente, a Argentina é outro caso onde tivemos de ser capazes de repensar como as coisas emergiram e se desenvolveram", disse Köhler. "Mas eu também posso dizer que não acho que o papel do FMI foi o que criou os problemas, ou tornou uma solução dos problemas mais difícil. Nossas decisões sempre tiveram como objetivo serem benéficas e, no final, eu penso que elas se mostrarão benéficas", disse. Situação argentina O governo argentino vem ameaçando não fazer um pagamento de US$ 3,1 bilhões ao FMI na próxima semana, se não receber um "sinal" de Köhler de que a diretoria executiva do Fundo irá aprovar a segunda revisão do programa de crédito do país e, assim, liberar uma nova tranche de fundos. Köhler, que reunciou esta tarde para disputar a presidência da Alemanha, declinou em comentar sobre como será a política do FMI para com a Argentina após sua saída. Contudo, ele exortou o governo argentino a aproveitar o crescimento econômico do país para fechar um acordo com seus credores. "Eu reconheço que houve uma boa melhorar na Argentina", disse Köhler, se declarando "cautelosamente otimista" sobre a perspectiva econômica do país. Por causa desse "desenvolvimento econômico muito positivo, eu também acho que deve estar mais fácil agora encontrar uma solução para a reestruturação da dívida externa argentina", disse Köhler. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

04 Março 2004 | 19h45

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