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Ação do Google ultrapassa US$ 600

Em pouco mais de três anos como companhia aberta, valor de mercado da empresa foi multiplicado por sete

AP, REUTERS E FRANCE PRESSE, O Estadao de S.Paulo

09 de outubro de 2007 | 00h00

A palavra "Google" já virou verbo em inglês, sinônimo de fazer buscas na internet. E os investidores parecem cada vez mais confiantes na capacidade da empresa de transformar em dinheiro a audiência que seus serviços atraem. As ações do Google ultrapassaram ontem a marca de US$ 600 pela primeira vez na história, mostrando que o mercado está otimista com os resultados do gigante da internet no terceiro trimestre, que serão divulgados no dia 18. Os papéis chegaram a ser cotados a US$ 610,26 na bolsa eletrônica Nasdaq, e fecharam em US$ 609,62, com alta de 2,6%. As ações subiram por 12 sessões consecutivas.O banco de investimentos Bear Stearns divulgou um relatório sexta-feira dizendo que a cotação do Google poderia chegar a US$ 625 até o fim do ano. Um outro relatório divulgado na sexta, da Nollenberger Capital Partners, apontou que o Google tem tido uma performance tão boa que as estimativas anteriores de lucros para a empresa podem ser muito conservadoras. "Além do curto prazo existe uma riqueza de oportunidades inexploradas para o Google tanto na área de anúncios em celulares quanto em anúncios com imagens", escreveram os analistas da Nollenberger. O Google vende principalmente anúncios de texto, chamados links patrocinados, que aparecem ao lado de resultados de busca e de páginas de conteúdo. Em sua oferta pública inicial, em agosto de 2004, os papéis do Google foram vendidos a US$ 85. A empresa acumula uma valorização de 617% desde o lançamento. Com um valor de mercado de US$ 190 bilhões, o Google hoje vale mais que companhias maiores e mais tradicionais como o Wal-Mart, a Coca-Cola, a HP e a IBM. Os papéis do Google levaram 10 meses para passar de US$ 500 para US$ 600 e mais de um ano para ir de US$ 400 a US$ 500. As ações atingiram US$ 300 em junho de 2005, depois de ultrapassar as marcas de US$ 100 e US$ 200 durante 2004.Os analistas começaram a prever ainda no começo de 2006 que os papéis do Google iam ultrapassar US$ 600, quando a cotação ainda estava ao redor de US$ 420. Alguns já projetam que as ações vão chegar a US$ 700 durante o próximo ano.Os maiores beneficiários da alta dos papéis são Larry Page e Sergey Brin, ambos com 34 anos, fundadores do Google. A fortuna de cada um está próxima de US$ 20 bilhões. Eles começaram a desenvolver o mecanismo de busca quando estudavam na Universidade de Stanford, em 1996. O presidente do Google, Eric Schmidt, e o principal executivo de vendas, Omid Kordestani, também se tornaram multibilionários com as ações da empresa. Existem centenas de funcionários do Google que são milionários.A principal fonte de receita do Google são a venda de anúncios. No ano passado, seu faturamento chegou a US$ 10,6 bilhões e seu lucro líquido a US$ 3,077 bilhões. A empresa deve se fortalecer ainda mais com a compra da DoubleClick, que distribui anúncios de internet. A aquisição está sendo analisada por autoridades antitruste, ante reclamações de que ela daria ao Google muito controle sobre os preços dos anúncios na internet e sobre informações dos consumidores.Em média, os analistas esperam que o lucro do Google suba mais de 40%, atingindo US$ 3,75 por ação, segundo a Thomson Financial. Nos 12 trimestres de companhia aberta, os ganhos do Google só não ultrapassaram a previsão dos analistas em dois. Os papéis subiram 17% no mês passado e acumulam alta de 32% no ano.Apesar de ter como lema a frase "não seja mau", o Google é visto como a empresa a ser temida no mercado de tecnologia. Os dois principais motivos são o domínio que a empresa tem do mercado de anúncios online e a quantidade de informações que ela consegue coletar dos consumidores. Além das empresas menores de tecnologia, o Google é visto como ameaça por emissoras de TV, editoras de livros, jornais e operadoras de telecomunicações.

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