Ação dos BCs provoca alta nas bolsas; Bovespa sobe 1,72%

Só o banco central dos EUA vai injetar US$ 200 bilhões em títulos do Tesouro para ajudar mercado de crédito

da Redação,

11 de março de 2008 | 13h13

O anúncio de uma ação conjunta de bancos centrais  - Estados Unidos, Europeu, da Inglaterra do Canadá e do Japão - para injetar dinheiro na economia provocou alta nas bolsas em todo o mundo. Às 12h20, o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) - subia 1,72%, a 61.033 pontos, e registrava um volume financeiro de R$ 1,80 bilhão. No melhor momento do dia até este horário, o índice chegou a subir 3,02% e ainda não operou no terreno negativo. No mesmo horário, nos EUA, o índice Dow Jones avançava 1,97%.  Veja também: BCs atuam para ajudar mercado de créditoInflação da China excede previsões e sobe a 8,7% em fevereiro Petróleo bate novo recorde e chega a US$ 109 em Nova YorkAnimadas após anúncio de BCs, bolsas européias fecham em altaESPECIAL: Preço do petróleo em altaO sobe e desce do dólar Entenda a crise nos Estados Unidos   Veja os efeitos da desvalorização do dólar    O Federal Reserve (Fed), banco central americano, vai oferecer até US$ 200 bilhões em títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em um programa de empréstimos de ativos aos mercados de crédito por um prazo de 28 dias. É uma ação conjunta com outros bancos centrais e que sucede uma outra medida de ajuda anunciada no final da semana passada. Todas elas têm por objetivo socorrer investidores que compraram títulos do mercado subprime - mercado imobiliário com alto risco de calote. Estes investidores tiveram que apresentar garantias de suas operações. É o que o mercado intitulo de chamada de margem. Para cobrir estas garantias e fazer caixa, eles começaram a vender seus ativos, o que provocou uma queda de todos os papéis. Para conter a onda de estresse no mercado, os bancos centrais aceitaram comprar estes títulos e, desta forma, impediram uma queda maior do valor dos papéis. No entanto, o pano de fundo desta crise ainda permanece. os investidores estão preocupados com uma potencial recessão nos EUA em meio ao forte aumento dos preços do petróleo e à crise no mercado de moradias. E, nas últimas semanas, as ações oscilaram com força nas duas direções.  Dólar O dólar reduziu a baixa em relação ao real, mas ainda é cotado abaixo do nível de R$ 1,70, recuperado na sessão de ontem após quase duas semanas abaixo desse patamar. Às 12h40, o dólar comercial caía 0,47%, cotado a R$ 1,698 no mercado interbancário de câmbio, na taxa máxima do dia até este horário. Na BM&F, o dólar à vista cedia 0,38%, cotado a R$ 1,6985, também na taxa máxima do dia até o momento.  No cenário externo, o dólar avança em relação ao euro e ao iene em reação à ação coordenada anunciada hoje pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) e outros bancos centrais para impulsionar a liquidez nos mercados financeiros.  Às 12h43, o euro cedia 0,31%, a US$ 1,5316, ante o iene, o dólar subia 1,38% a 103,04 ienes. Mais cedo, o euro chegou a subir à nova máxima histórica de US$ 1,5496, depois que uma pesquisa mostrou que o sentimento econômico entre os analistas financeiros e investidores institucionais na Alemanha melhorou inesperadamente em março, embora tenha continuado em nível historicamente baixo. Com informações da Dow Jones.

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