Lucas Rezende/Futura
Lucas Rezende/Futura

Ação entre amigos que virou festival bilionário

Um dos criadores do festival SXSW diz que Brasil pode criar evento baseado na união de arte e tecnologia

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2019 | 05h00

Em 30 anos, uma ação entre amigos virou um festival bilionário. O SXSW (South by Southwest) foi criado em 1987, com o objetivo de reunir pessoas que trabalhavam juntas havia anos no cenário musical do Texas – músicos, agentes, donos de casas noturnas –, cresceu a ponto de se tornar uma referência global em diversas áreas, de cinema a TV, de tecnologia a filantropia. 

O que começou como uma reunião casual se tornou um negócio bilionário: em 2018, o SXSW movimentou US$ 350 milhões (R$ 1,4 bilhão).

Em entrevista ao Estado durante o Rio2C, evento voltado aos produtores brasileiros de audiovisual, Louis Black, um dos fundadores do SXSW, afirmou que o evento superou as expectativas. “No primeiro ano, em 1987, esperávamos cem pessoas. E 700 vieram. No segundo ano, vieram mil pessoas. E depois tudo explodiu, com a inclusão do cinema e da tecnologia (à programação).”

À medida que o festival cresceu e começou a abraçar novos segmentos – o SXSW é considerado a plataforma que mostrou o Twitter para o mundo e, neste ano, foi o palco para o lançamento da última temporada de Game of Thrones –, Black diz que a organização conseguiu evitar a tentação de tornar o evento “exclusivo” e criar festas apenas para os ricos e famosos. “Nesse sentido, o núcleo inicial do nosso festival não mudou. A ideia é que as pessoas venham e conversem umas com as outras.”

Ao contrário de diversos outros festivais, o SXSW conseguiu extrapolar o curto período de tempo em que é realizado e transformar Austin, no Texas, em um polo de inovação. A cidade é hoje um dos principais berços de startups nos Estados Unidos fora do Vale do Silício, na Califórnia. 

Em sua palestra no Rio2C, Black afirmou acreditar que o Brasil, e especialmente a capital fluminense, tem potencial para se tornar um polo de inovação, de ser um centro onde tudo o que há de novo pode ser discutido.

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