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E-Investidor: como a queda do PIB afeta o mercado financeiro

''Aceito pagar mais para ter minha casa própria''

A operadora de máquina Marcléia Oliveira, de 26 anos, aumentou o som da televisão quando a notícia do plano habitacional passou. "Eu sempre falei que aceitaria pagar mais para ter uma coisa minha, porque pagar aluguel é muito sofrido", diz ela, que mora na favela de Heliópolis, na Zona Sul da capital paulista.Marcléia paga R$ 250 de aluguel por um quarto e cozinha em que mora com a filha, Beatriz Oliveira, de 8 anos. As contas de água e luz são divididas igualmente entre as 11 pessoas que habitam as outras duas quitinetes. No quarto, a cama de casal e a televisão de 29 polegadas ocupam praticamente todo o espaço. "Tive de desmontar o armário porque ele era muito alto e não coube no quarto".A casa própria, diz, é um sonho que tem desde que teve a filha. "Sempre que sobra um dinheiro eu guardo, já pensando nisso". Com um salário líquido de R$ 400 e despesas com as parcelas de R$ 100 da televisão que ainda paga e o tratamento de bronquite da filha, que consome mais cerca de R$ 100 por mês, sobra muito pouco para conseguir realizar esse sonho. "Com essa ajuda com certeza vai ficar mais fácil, só espero que dê certo", diz.A metalúrgica di z que aceitaria até sair da favela. Há dois meses, Marcléia chegou a se mudar para Sapopemba, na Zona Leste, mas acabou voltando. "Fui para lá porque tinha uma tia que poderia cuidar da minha filha, mas não deu muito certo". A distância do local de trabalho atrapalhou a rotina e ela decidiu voltar a Heliópolis, onde também mora o ex-marido. "Se fosse para ter um lugar só meu, aceitaria ir até para o interior", diz. Ela ainda não sabe como se cadastrar para entrar no programa, mas que vai procurar mais informações com a prefeitura, assim que tiver tempo.

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